Para o presidente

Augusto Cury pede retratação de Lula após comparar Israel a Hitler

Para o escritor, o presidente cometeu erro de interpretação comparativa em relação ao maior extermínio planejado e inenarrável da História

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Escritor e psquiatra Augusto Cury pede retratação de Lula sobre comparação de Israel ao holocausto judeus e de minorias.

Em uma carta aberta endereçada ao presidente Lula (PT), o escritor e psiquiatra Augusto Cury pediu uma retratação do petista pela comparação entre Israel e o Holocausto, que matou planejadamente mais de 6 milhões de pessoas, incluindo crianças, mulheres, idosos, homossexuais, ciganos e políticos. 

Cury sugere que Lula leia o livro “Holocauto, Nunca Mais”, de sua autoria, que retrata que durante a produção da obra “escreveu em lágrimas e que nunca mais foi o mesmo”.

Cury, diz que a mensagem vai além de partido e de ideologias e que “acima de religiões, partidos de direita ou de esquerda. Somos uma família humana. Se não cuidarmos dela adequadamente, seremos uma espécie inviável” e decepcionado ressalta que “infelizmente, até aqui, em muitos aspectos nós (Seres humanos) temos sido.  Um erro gravíssimo!”. 

O escritor concorda com o presidente ao defender que “crianças e mulheres palestinas,têm de ser protegidas a qualquer custo pela ONU, pelos países, em destaque, por Israel, na sua luta contra o terrorismo. Milhares perderam a vida e cada criança judia ou palestina é única e irrepetível” e clama que “a guerra na Faixa de Gaza tem de terminar urgente”. 

No entanto, critica a minimização na fala de Lula sobre as dores e traumas causada na “maior atrocidade do mundo, o Holocausto judeu”. Para o escritor o presidente “cometeu um erro de interpretação comparativa em relação ao maior extermínio industrial planejado e inenarrável da história”, que foi o genocídio de judeus e minorias pelos nazistas no século XX. 

E pede que haja uma retratação e ainda aconselha que “um pedido de desculpas é um ato de grandeza”. 

Na mensagem endereçada para o presidente, o escritor ainda descreve umas das muitas torturas que as vítimas do holocauto passaram:

“Os que trabalhavam nos campos de concentração ingeriam por dia menos de 400 calorias, para uma dieta normal de 2000 kcal, o que em dois meses os levavam a estar cadavéricos. No campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, foi pior. Essas inocentes pessoas, depois de dias viajando em comboios sem água e comida,eram recebidas por uma orquestra para ludibriá-las e as colocam num prédio pensando que iriam tomar banhos. Neste horrendo lugar, se atiravam Zykon B, um poderoso pesticida que asfixiava os pulmões levando crianças e adultos a arranharem as paredes à procura de ar”.

 

“As marcas ainda estão lá até hoje”, afirma o escritor.  Cury acredita e compartilha que o Líder, seja de esquerda ou de direita, que ama mais seu partido ou sua ideologia do que sua sociedade não é digno do poder!” e ainda comemora com esperança  “Felizes os pacificadores que de fato contribuem para abrandar os conflitos da humanidade!”. 

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