Brasil passa pano no terrorismo

Empresários e atores protestam contra hostilidade de Lula a Israel

Abaixo-assinado é contra o apoio ao processo iniciado pela África do Sul

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O agronegócio, que carrega o PIB brasileiro, também pode ser punido pela língua de Lula. É do setor sete dos 10 principais itens exportados. (Foto: Reprodução/Canal do Governo).

Empresário e personalidades brasileiras fizeram um abaixo-assinado contra o apoio do Brasil ao processo iniciado pela África do Sul para investigar Israel por suposto genocídio na Faixa de Gaza. A investigação ocorre na Corte Internacional de Justiça. 

Além do Brasil, outros países da América Latina e da Liga Árabe também apoiaram a resolução sul-africana. No abaixo-assinado, endereçado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicam que não seja a percepção geral dos brasileiros de que Israel esteja cometendo genocídio. 

O apoio à investigação pode gerar “visão distorcida dos eventos, simplificando uma realidade complexa”, pedem que o governo reconsidere a posição, adotando abordagem “justa e equilibrada”.

Entre as personalidades que assinaram a carta, estão: Luiza Trajano, presidente do conselho de administração da Magazine Luiza; Natalia Pasternak, microbiologista; Artur Grynbaum, vice-presidente do conselho do Grupo Boticário; Ellen Gracie, ex-ministra do Supremo Tribunal Federal; Fabio Coelho, presidente do Google Brasil; Claudio Lottenberg, presidente do conselho da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e da Confederação Israelita do Brasil; Sergio Zimerman; CEO da rede Petz; Roberto Giannetti da Fonseca; economista e empresário; Walter Schalka, presidente da Suzano; Fábio Colletti Barbosa, CEO da Natura; e Bruna Lombardi, atriz.

 

Veja o abaixo-assinado:

Prezado Presidente Luiz Inácio Lula da Silva,

Nós, cidadãos preocupados, expressamos nosso descontentamento com a decisão do governo brasileiro de apoiar a ação da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça. Compreendemos a complexidade da situação em Gaza e o sofrimento da população local. No entanto, é imperativo avaliar todos os aspectos antes de endossar tal iniciativa, principalmente quando se trata da séria acusação de genocídio.

Genocídio, por definição, implica a intenção de exterminar pessoas com base em nacionalidade, raça, religião ou etnia. Não acreditamos que seja sua visão ou a percepção geral dos brasileiros que Israel tenha tal objetivo. Pelo contrário, reconhecemos que o conflito teve início com um ataque terrorista do Hamas, que declaradamente busca a eliminação de Israel e de seu povo.

O Hamas utiliza civis como escudos humanos e mantém reféns inocentes, o que contribui significativamente para a complexidade e gravidade da situação em Gaza. Ao apoiar o pedido da África do Sul, o Brasil pode inadvertidamente reforçar uma visão distorcida dos eventos, simplificando uma realidade complexa.

Instamos, portanto, uma reconsideração desse apoio e a adoção de uma abordagem justa e equilibrada. Enquanto buscamos aliviar o sofrimento em Gaza, é crucial pressionar não apenas Israel, mas especialmente o Hamas, para que cesse o uso de escudos humanos e liberte os reféns. A responsabilidade pela situação deve ser atribuída a todas as partes envolvidas, sem acusações infundadas, como a de genocídio praticado por Israel.

Apelamos por uma atitude que promova a verdade, a justiça e um ambiente propício para negociações de paz duradouras.

Brasil, 15 de janeiro de 2024

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