Daniel Ortega

Ditador da Nicarágua confisca bens e proíbe existência de Associação de Escoteiros

Segundo o governo de Daniel Ortega o fechamento é devido a irregularidades na apresentação de orçamentos

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O presidente da Nicarágua Daniel Ortega exigiu o fechamento da Associação de Escoteiros do país, segundo o governo devido a irregularidades na apresentação de orçamentos. (Foto: Agência Brasil).

O presidente da Nicarágua Daniel Ortega exigiu o fechamento da Associação de Escoteiros do país, segundo o governo devido a irregularidades na apresentação de orçamentos. Isso configura ilegalidade e faz com que a organização perca sua personalidade jurídica e tenha seus bens confiscados pelo Estado. 

Ortega tem o histórico de perseguição contra ONGs e instituições religiosas, católicas e cristãs, o governo já havia feito o mesmo com outras dez organizações, como por exemplo a Fraternidad Misioneras del Fiat de María e a Universidade de Ciências da Saúde e Energias Renováveis, que foram acusados de terem aberto alguns escritórios “sem autorização”. 

A recente medida chamou atenção não só pelo fechamento, mas também porque o presidente da Nicarágua integrou a instituição durante a vida, ou seja, Daniel Ortega foi escoteiro. Além disso, participou, em 2017, da celebração de 100 anos da Associação dos Escoteiros do país. 

Em janeiro, outras 16 ONGs católicas e evangélicas também passaram pelo processo arbitrário de Ortega. De acordo com o Vatican News, nove delas foram declaradas ilegais por não cumprirem requisitos que criavam operações de controle por parte do governo. As outras sete teriam apresentado o pedido de dissolução de maneira voluntária. 

Ainda naquele mês, o bispo de Matagalpa dom Rolando Álvarez que estava detido há mais de um ano, foi liberto junto com outro bispo, dois seminaristas e quinze sacerdotes. Com exceção de um que decidiu morar na Venezuela, todos os demais foram para o Vaticano. 

O Papa Francisco, no primeiro Angelus de 2024, rezou em nomes das pessoas que foram afetadas pelo regime de Ortega, pedindo um “caminho do diálogo para superar as dificuldades”.

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