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Justiça manda Boulos apagar posts de pesquisa que não citaram Tabata

A pesquisa encomendada pela pré-campanha de Guilherme Boulos mostrou diversos candidatos, mas Tabata Amaral (PSB) não foi incluída

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O magistrado ordenou que as publicações feitas no Instagram e no Facebook sejam excluídas, sob pena de multa de R$ 10.000 (Foto: Reprodução/X)

Foi aceito, pela Justiça Eleitoral de São Paulo, nesta quarta-feira (6), o pedido do partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do prefeito Ricardo Nunes, para derrubar publicações de pesquisas nas redes sociais do pré-candidato à Prefeitura, Guilherme Boulos (PSOL). A pesquisa encomendada pela pré-campanha de Guilherme Boulos apresentou diversos candidatos em cenários variados, mas Tabata Amaral (PSB) não foi incluída.

Tabata também entrou com uma ação judicial contra Boulos devido a publicações feitas nas redes sociais em 4 de março. 

O juiz eleitoral Antonio Maria Patiño Zorz declarou em sua decisão que a divulgação da pesquisa está em desacordo com a legislação, pois foi “estimulada com suposta omissão ou manipulação de dados referentes aos pré-candidatos”. 

O caso se tornou mais sério devido à manipulação gráfica dos resultados. Conforme indicado no documento, houve uma alteração no tamanho das colunas para representar porcentagens distintas das reais. 

“Tais vícios podem ensejar desvio na lisura da pesquisa eleitoral e podem ocasionar nefastos efeitos ao sadio trâmite eleitoral que se pretende proteger”, disse a Justiça Eleitoral paulista. 

A pesquisa encomendada pela pré-campanha de Guilherme Boulos apresentou diversos candidatos em cenários variados, mas Tabata Amaral (PSB) não foi incluída. Tabata também entrou com uma ação judicial contra Boulos devido a publicações feitas nas redes sociais em 4 de março. 

“Da forma como divulgada pelo pretenso candidato, não há uma pesquisa estimulada que inclua todos aqueles constantes na publicação, como se todos aqueles houvessem competido na pesquisa entre si, gerando os percentuais ali constantes”, escreveu o juiz Antonio Zorz na decisão. 

O magistrado ordenou que as publicações feitas no Instagram e no Facebook sejam excluídas, sob pena de multa de R$ 10.000. A empresa Meta, responsável pelas redes sociais, também receberá uma notificação para remover as postagens. A defesa tem um prazo de 2 dias para se manifestar. 

 

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