Improbidade

MPF processa ministra por shows com dinheiro público

Núcleo de combate ao crime acusa a ministra e cantora Margareth Menezes

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Margareth Menezes virou algo de denúncia no MPF

A cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes, foi alvo de uma  notícia-crime por improbidade administrativa, apresentada ao Ministério Público Federal nesta quarta-feira (13) pelo deputado estadual Guto Zacarias (União-SP), que argumentou que a ministra recebeu remuneração de verbas públicas para os shows e apresentações musicais que realizou.

Guto, o vice-líder do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), alegou em sua justificativa de inquérito que “houve enorme vantagem econômica, decorrente da liberação de verba que beneficiava a si própria”, citando o artigo 9° da Lei 8.429, que descreve a conduta de improbidade administrativa.

O ofício foi encaminhado ao núcleo de combate ao crime e à improbidade administrativa da Procuradoria da República do Distrito Federal.

No Carnaval de Porto Seguro, no final de fevereiro de 2023, Margareth Menezes, já na condição de ministra, fez sua apresentação com o cachê pago pela prefeitura do município. Além desse, outro show ocorrido no pré-Carnaval em João Pessoa também foi bancado por verba pública, segundo a própria ministra.

A realização dos shows da cantora foi aprovada pela Comissão de Ética, mas ficou esclarecido nas decisões que Margareth não poderia receber dinheiro de nenhuma instituição pública. De acordo com as informações fornecidas ao portal Estadão pela assessoria da ministra, durante os compromissos, todas as recomendações da Comissão de Ética foram cumpridas sem conflitos de interesses.

 

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