Dengue em foco

Ministério da Saúde anuncia critérios para vacinação da Dengue

Houve um aumento de casos e mortes da doença no Brasil; Em 2023 o número de mortes por dengue bateu recorde

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Mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue. (Foto: Pixabay).

O Ministério da Saúde vai divulgar as medidas para combater a dengue no país. A apresentação das ações ocorrerá nesta quinta-feira (25) às 9h, no Auditório Emílio Ribas, em Brasília (DF). A transmissão do evento será realizada pelo YouTube do Ministério da Saúde.

Também serão apresentados os critérios utilizados para as regiões de vacinação, definidos em conjunto com estados e municípios, além de outras ações em apoio aos gestores de saúde.

Aumento nas incidências da doença:

De julho de 2023 até janeiro deste ano, o Brasil registrou 305.190 casos prováveis de dengue, um aumento de 38,2% em relação ao mesmo período dos anos anteriores, de acordo com o Ministério da Saúde.

As regiões com maior incidência são Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com destaque para o Distrito Federal, Espírito Santo, Acre e Goiás. Foram registrados 3.841 casos graves e com sinais de alerta da doença, resultando em uma taxa de letalidade de 3,3%.

Durante este período, os quatro sorotipos do vírus da dengue (do subtipo 1 ao 4) foram identificados, com predominância do DENV1, o subtipo 1 da dengue, em 17 unidades federativas.

Quase 4 mil municípios tiveram casos confirmados. Foi observada uma inversão de sorotipos da dengue subtipo 1 para dengue subtipo 2 em alguns estados.

Recorde de mortes em 2023:

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), revelam que foram 1.094 mortes pela doença no ano. Comparado com 2022, que teve 1.053 óbitos, houve um aumento de 3,89% nas mortes pela doença. Já em relação a 2015 (986 casos), o crescimento foi ainda maior, com um índice de 11%.

Falta de Planejamento:

O principal obstáculo da pasta para a primeira etapa de imunização contra a dengue é a quantidade de doses disponíveis que, até o momento, o órgão só possui o suficiente para imunizar 2,5 milhões de brasileiros. Ao ver um despreparo com ausência de uma estratégia definida para complementar as vacinas ofertadas, assim como para estabelecer Estados e municípios prioritários na lista de espera pelas doses.

Estratégias usadas nos últimos anos:

As estratégias mais estudadas e testadas nos últimos 5 anos incluem o uso da Técnica do Inseto Incompatível (TII), Técnica do Inseto Estéril (TIE), educação em saúde da população, eliminação de criadouros, uso de inseticidas microbiológicos, entre outros.

 

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