Lava Jato

Justiça repatria R$74,8 milhões da Suiça em contas ligadas a Eike e Cabral

Os valores repatriados já estão depositados em uma conta judicial brasileira

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Ex-governador do RJ, Sérgio Cabral (E), e o empresário Eike Batista (D). (Foto: Reprodução/Aquiles Lins).

A Justiça, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), decidiu repatriar US$ 14,6 milhões, o que equivale a R$ 74,8 milhões, segundo a taxa de câmbio atual.

Esses valores, encontrados em uma conta bancária na Suíça, são de indivíduos investigados na Operação Eficiência, uma fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

Entre os alvos estavam o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista.

Os valores repatriados já estão depositados em uma conta judicial brasileira, aguardando a decisão da Justiça sobre seu destino.

O dinheiro bloqueado desde 2019 estava em uma conta na Suíça, pertencente à offshore Trueway Foundation, identificada pelo MPF como uma fachada para lavagem de dinheiro.

O pedido de repatriação foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPF).

Operação Eficiência

A Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, investigou a ocultação de aproximadamente US$ 100 milhões no exterior, o equivalente a cerca de R$ 512 milhões.

A operação investigou um esquema de desvio e lavagem de dinheiro de contratos do governo do RJ durante o mandato do ex-governador Sérgio Cabral.

Na época, foram emitidos mandados de prisão para o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista.

A Justiça já havia ordenado a repatriação de pelo menos R$ 270 milhões, que agora serão adicionados a este valor.

Durante a operação, foram presos preventivamente Flávio Godinho, ex-vice-presidente de futebol do Flamengo e ex-braço direito de Eike Batista, e Sérgio de Castro de Oliveira, conhecido como Serjão.

Ambos foram identificados como operadores do esquema. Além deles, a operação também teve como alvos o ex-secretário de Cabral, Wilson Carlos, o ex-assessor Carlos Miranda, Thiago Aragão, sócio do escritório de Adriana Ancelmo, o doleiro Álvaro José Galliez Novis, e o publicitário Francisco de Assis Neto, conhecido como Kiko.