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IBGE: setor de serviços registra queda de 0,9% em agosto

O setor está 11,6% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19, e 1,9% abaixo de dezembro de 2022

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Essa é a primeira queda após três altas consecutivas. (Foto: Elza Fiúza/ABr).

O setor de serviços, o que mais emprega na economia brasileira, registrou queda de 0,9% em agosto em comparação ao mês de julho. Essa é a primeira queda após três altas consecutivas.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado de agosto, o setor está 11,6% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19, e 1,9% abaixo de dezembro de 2022 (o pico mais da série histórica iniciada em 2011).

A retração no setor foi acompanhada por 4 das 5 atividades investigadas: transportes (-2,1%); armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio (-5,5%); serviços prestados às famílias (-3,8%); informação e comunicação (-0,8%); outros serviços (-1,4%).

Os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram o único avanço do mês (1,7%). Já o índice de atividades turísticas, recuou 1,5% frente ao mês imediatamente anterior, após alta de 0,9% em julho. Com isso, o segmento de turismo se encontra 4,3% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 3,1% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

De acordo com o levantamento, 19 das 27 unidades da federação tiveram retração no volume de serviços em agosto deste ano.

Entre os locais com taxas negativas, o impacto mais importante veio dos estados de São Paulo (-1,2%), Minas Gerais (-1,8%) e Bahia (-2,8%).

Em contrapartida, Mato Grosso do Sul (7,5%), Paraná (0,4%) e Rio de Janeiro (0,2%) tiveram as principais contribuições positivas do mês.