Despacho Decisório

Brasil suspende importações de tilápia do Vietnã

A medida foi publicada no Diário Oficial da União, e tem o objetivo de analisar riscos associados à introdução do vírus TiLV no país

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A decisão está em vigor até que seja concluída a revisão protocolo sanitário. (Foto: Pixabay).

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu as importações de tilápia do Vietnã, com o objetivo de revisar o protocolo sanitário atual, especialmente em relação aos riscos ligados à introdução do vírus TilapiaLake Virus (TiLV).

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), por meio de um despacho decisório. A decisão está em vigor até que seja concluída a revisão protocolo sanitário.

O documento também determina que a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) adote os procedimentos necessários para realizar a revisão do protocolo sanitário em questão.

A decisão foi tomada após reuniões com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Câmara Setorial da Produção e Indústria de Pescados e representantes dos tilapicultores.

“É ter prudência, garantir qualidade e sanidade à produção brasileira. O Brasil é esse grande produtor e exportador de alimentos porque tem na sua defesa agropecuária a régua no limite máximo, garantindo a qualidades dos nossos produtos. Nós não podemos e nunca iremos precarizar com esse assunto. Isso é muito importante”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

TiLV:

O Tilapia lake vírus foi recentemente descoberto como um agente infeccioso que pode ameaçar toda a indústria mundial da tilápia.

O agente pertence à família Orthomyxoviridae e já foi identificado em diferentes espécies de tilápia de cultivo, como a tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), a tilápia vermelha (Oreochromis sp.), no hídrido O. A tilápia cinza (niloticus x O. aureus) e em algumas espécies de tilápia de vida livre, como Sarotherodon galilaeus, tilápia zili, Oreochromi aureus e Tristamellasimonis intermedia.

A doença tem causado mortalidade em massa (entre 10 a 90% da população) em ambientes naturais e de produção. A detecção precisa, por enquanto, só é feita por análises de sequenciamento de DNA.

Em relação a lesões, já foram relatadas: edema cerebral (acúmulo de líquido e inchaço do cérebro); lesões no globo ocular; catarata (olhos opacos); hemorragias na pele (manchas de sangue na pele); palidez do fí gado; perda de apeti te; natação lenta e irregular na superfície e inchaço no abdômen.

Os surtos mais severos registrados (90% de mortalidade) ocorreram principalmente em tilápias nas fases de alevinos e juvenis.

 

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