Nesta quinta

Barroso toma posse e fala em paridade de gênero e diversidade racial

Barroso, indicado por Dilma Rousseff, sucede Rosa Weber e defende maior representatividade de mulheres e diversidade racial no Judiciário

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Sete de oito senadores do PT votaram contra, mas Wagner, mais ligado a Lula, foi autorizado a apoiar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. (Foto: Reprodução/TV Justiça).

O ministro Luís Roberto Barroso assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (28). A cerimônia ocorreu no plenário da Corte, onde a ministra Rosa Weber, que se aposenta em outubro ao completar 75 anos, passou o cargo ao novo presidente.

Barroso, que foi indicado ao cargo em 2013 por Dilma Rousseff, assumirá o comando do Judiciário até setembro de 2025. Ele sucede Rosa Weber, que esteve à frente da Suprema Corte por um ano. Com a mudança, o ministro Edson Fachin, que assumiu o cargo em 2015 também por indicação de Dilma, foi empossado como vice-presidente da Corte.

Além de suas funções no STF, Barroso e Fachin também serão presidente e vice-presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A cerimônia de posse foi disputada e contou com a presença de várias autoridades.

Entre os presentes na posse estavam o presidente da República, Lula (PT); o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A cantora Maria Bethânia foi convidada pessoalmente pelo novo presidente para cantar o hino nacional.

No discurso de posse, Barroso defendeu direitos de minorias e afirmou que o Judiciário precisa de maior representatividade de mulheres e maior diversidade racial.

“Aumentar a participação de mulheres nos tribunais, com critérios de promoção que levem em conta a paridade de gênero. E, também, ampliar a diversidade racial. Há quem pense que a defesa dos direitos humanos, da igualdade da mulher, da proteção ambiental, das ações afirmativas, do respeito à comunidade LGBTQIA+, da inclusão das pessoas com deficiência, da preservação das comunidades indígenas são causas progressistas. Não são”, disse.

O novo presidente também falou em compromisso do Judiciário com a democracia.

“O país não é feito de nós e eles. Somos um só povo”, afirmou Barroso.

 

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