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Taxa de desemprego permanece estável no Distrito Federal em janeiro deste ano

Em relação ao mesmo período do ano passado, o acréscimo no número de desempregados foi de 22 mil pessoas

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A taxa de desemprego no Distrito Federal permaneceu estável em janeiro deste ano, com um índice de 18,3%, de acordo com dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego no DF (PED-DF), divulgada nesta terça (26) pela Secretaria de Trabalho da capital, Codeplan e Dieese.

Em relação com o mesmo período do ano passado, o número de desempregados na capital aumentou em 22 mil pessoas — consequência da quantidade menor de postos de trabalho em relação ao número de pessoas da população economicamente ativa, ou seja, a porcentagem da população que entrou para o mercado de trabalho.

O número de desempregados em janeiro é estimado em um total de 308 mil pessoas — resultado maior em 2 mil pessoas em relação a dezembro de 2018. Segundo a PED-DF, esse crescimento resultou do crescimento da população economicamente ativa, ou seja, a porcentagem da população que entrou para o mercado de trabalho.

O grupo mais afetado pela taxa de desemprego está nas regiões de baixa renda, onde o índice passou de 22,6% para 25%. Nas regiões administrativas de renda média-alta, o desemprego ficou relativamente estável, passando de 15,5% para 15,3%. Enquanto nas regiões de renda média-baixa, a taxa de desemprego apresentou leve redução de 22,2% para 21,2%. Nas regiões administrativas de alta renda, o desempregou aumentou de 8,1% para 8,9%.

De acordo com a pesquisa, o contingente de ocupados no Distrito Federal aumentou 1,2%, cerca de 16 mil pessoas a mais em relação ao mês anterior. O maior acréscimo aconteceu no setor de Construção, com acréscimo de 4,3%. Em seguida, aparece a Indústria de Transformação, com aumento de 8,9% empregados. Os setores de Administração Pública (1,2%); Comércio (0,9%); e de Serviços (0,6%) também apresentaram um aumento no número de vagas em janeiro deste ano.

Setor privado x setor público

Ainda de acordo com a pesquisa divulgada nesta terça, o número de trabalhadores no setor privado cresceu 1%, o que representa um acréscimo de 7 mil postos de trabalho. No setor público o cenário também foi de crescimento: 2,1%, um total de 6 mil novos trabalhadores.

No setor privador, cresceu o número de trabalhadores com carteira assinada, com um acréscimo de 1,4%. Houve ainda um crescimento de trabalhadores autônomos, com 4 mil novos trabalhadores neste módulo.

Comportamento em 12 meses

Em relação ao sexto, os homens apresentaram estabilidade na taxa de desemprego, passando de 16,4% para 16,2%. Já entre as mulheres, houve um crescimento de 19,2% para 20,4%. Os resultados por faixa etária apontam redução para os desempregados entre os 40 e 49 anos; por outro lado houve um crescimento entre a população de 25 a 39 anos e de 16 a 24 anos.

De acordo com a pesquisa, em relação a raça, houve um acréscimo na taxa de desemprego entre a população negra; o índice passou de 19,5% para 20,3%. Enquanto para a população não negra, o indicador apontou um decréscimo de 14,2% para 13,6%.

Já ao se analisar trabalhos anteriores, os resultados mostram uma relativa estabilidade na taxa de desemprego entre aqueles que trabalhavam anteriormente, passando de 15,3% para 15,6%. Para aqueles que buscam o primeiro emprego, o indicador apontou um aumento de 26,8% para 29,1%. Em janeiro deste ano, 31,5% dos desempregados nunca trabalharam.

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