Operação Artificium

Polícias do DF e do Pará deflagram operação contra envolvidos na tentativa de ataque ao aeroporto de Brasília

Objetivo da Operação Artificium é apura a atuação de indivíduos suspeitos de envolvimento na tentativa de atentado a bomba

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No dia 24 de dezembro, o Esquadrão de bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar do DF, desativaram bomba colocada em caminhão. Foto: Arquivo PMDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), com o apoio da Polícia Civil do Pará (PCPA), deflagrou, nesta sexta-feira (14), a Operação Artificium, com intuito de apurar a atuação de indivíduos suspeitos de envolvimento na tentativa de atentado a bomba no Aeroporto Internacional de Brasília, no 24 de dezembro do ano passado.

Nesta manhã foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Redenção, São Félix do Xingu, Marabá e Xinguara, todas no Estado do Pará, durante as ações foram apreendidos documentos, aparelhos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos vinculados aos suspeitos, assim como demais provas. A ação contou com a participação de 30 policiais civis. De acordo com a assessoria de imprensa da PCDF, o objetivo da operação de hoje é subsidiar as investigações em curso e obter mais elementos de convicção relacionados aos delitos.

Por meio de nota, a polícia explica que a ação  é resultado de diligências que se iniciaram a partir da prisão em flagrante de George Washington de Oliveira Sousa, o qual confessou ter sido responsável pela montagem do equipamento explosivo.

“Com o aprofundamento das investigações os policiais da Draco chegaram a mais dois indivíduos que teriam participado da ação delituosa: Allan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza, cujas prisões foram decretadas. O envolvido Allan Diego dos Santos Rodrigues se entregou à polícia no dia 17 de janeiro e confirmou que colocou a bomba no caminhão-tanque. Wellington continua foragido”.

Concluído o inquérito policial com o indiciamento dos indivíduos citados acima, que já são réus em ação penal, foi aberta nova investigação para verificar a participação de mais pessoas no crime.

Ainda de acordo com a PCDF, verificou-se que nos dias que antecederam o fato ocorreram comunicações entre George Washington, Allan e outros investigados sobre compra e transporte de explosivos do Pará para o Distrito Federal, bem como transferências de valores para custear tais aquisições.

Caso seja comprovado o envolvimento dos demais investigados, estes poderão responder pelos crimes de incêndio, explosão e organização ou associação criminosa, com penas que, somadas, chegam a 24 anos de prisão.

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