CPI dos Atos Antidemocráticos

Mauro Cid fica em silêncio, e CPI do DF vai convocar Walter Delgatti

No final da sessão, Vigilante afirmou que o silêncio também fala por si

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Ten cel, Mauro Cid (Foto: CLDF)

Logo no começo da sessão da CPI dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta quinta-feira (24),  o tenente-coronel do Exército Mauro Cid avisou que permaneceria em silêncio, e assim o fez.

O advogado Cezar Bitencourt, responsável pela do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, afirmou aos distritais que seu cliente não precisava ter comparecido, mas compareceu, e que ele não era testemunha, mas sim indiciado e por isso iria usar o direito constitucional de permanecer em silêncio.

A essa narrativa, o presidente da CPI, deputado distrital Chico Vigilante (PT) respondeu que Cid tinha o direito de não responder, assim como ele, tinha o direito e o dever de fazer as perguntas e faria todas.

Chico deu início ao interrogatório com questionamentos sobre o vínculo que o militar teria com a família do ex-presidente Bolsonaro. Como foi anunciado no começo da oitiva, nenhuma pergunta dos distritais foi respondida.

No final da sessão, Chico Vigilante afirmou que o silêncio também fala por si.

“O senhor não respondeu nenhuma das perguntas. O silêncio foi bastante elucidativo para todos nós”.

Hacker de Araraquara

Antes do depoimento, os deputados distritais aprovaram a convocação do hacker Walter Delgatti Neto. O hacker de Araraquara, é suspeito de invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir falsos documentos, como por exemplo o pedido de prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

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