CPI dos Atos Antidemocráticos

Empresário nega que tenha financiado atos de 8 de janeiro

Primeiramente ele negou que tivesse participado do ato, porém, voltou atrás depois que os distritais exibiram uma foto dele no local

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O empresário afirmou que esteve no acampamento algumas vezes, e que se sentia seguro no local Foto: André Duarte

Durante sessão da CPI dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta quinta-feira (13), o  empresário Joveci Xavier de Andrade negou que tenha participado dos atos de 8 de janeiro, assim como financiado os ataques às sedes dos Três Poderes.

Apesar de ter um habeas corpus, que lhe garantia o direito de permanecer em silêncio, e não ser submetido ao juramento de dizer a verdade, Andrade respondeu a todas as perguntas.

Primeiramente o empresário negou que tivesse ido à Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro,  porém, voltou atrás depois que os distritais exibiram uma foto dele no local. “Ir lá, eu fui. Entendi o participar de uma outra forma”.

“No dia 8, cheguei à manifestação depois de 16 horas e não invadi nenhum prédio. Quando cheguei lá, vi que a coisa estava feia e tudo já estava destruído. Não entrei em prédios públicos. Só me aproximei do Palácio do Planalto. É de uma estupidez sem tamanho aqueles atos que quebraram, puseram fogo, roubaram as peças. Não tenho dúvida nenhuma que as pessoas que fizeram isso merecem estar presas”.

Ao ser questionado pelo presidente da comissão, deputado distrital Chico Vigilante (PT), se patrocinou de alguma forma o acampamento em frente ao QG do Exército, Jovaci voltou a negar.

“Não tenho conhecimento de como eles se sustentavam. Minha empresa não compactua. Lá, só sai mercadoria paga”, afirmou o empresário. “Que eu me recorde, não participei de vaquinha e não doei mercadoria. É difícil tirar dinheiro de comerciante”.

Ao ser questionado sobre seu sócio, ele disse que não poderia responder por ele. “Não posso responder por meu sócio, Adauto, enquanto pessoa física”.

O empresário afirmou que esteve no acampamento algumas vezes, e que se sentia seguro no local.

“Estive no acampamento no máximo três vezes. Era um ambiente que eu sentia que tinha o controle do quartel. Eu como empresário me senti seguro lá. Era como se fosse a segurança do quartel”.

Para Chico Vigilante, após a oitiva de hoje, fica confirmado que o Exército fez a segurança do acampamento.

Na próxima quarta-feira (19), os distritais irão receber o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro.

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