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Auditores são contra

Proposta que oficializa gestão fazendária gera reação corporativista

Auditores se acham donos da Secretaria de Fazenda, diz deputado

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Uma proposta de emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal do deputado distrital Chico Vigilante (PT) acabou provocando forte reação corporativista dos auditores, incluindo a cúpula da secretaria da Fazenda. A medida prevê a oficialização da categoria de gestão fazendária, a colocando no quadro de administração tributária, atualmente restrita aos auditores fiscais.

Quem é contra a inclusão da categoria de gestão fazendária ao quadro de administração tributária afirma que os servidores vão querer equiparação salarial. Os auditores recebem cerca de R$ 16 mil, já os funcionários de gestão fazendária têm salarial de R$ 8,4 mil. Outra justificativa contra a medida, em reação corporativista dos auditores, é a de que os servidores de gestão fazendária não têm a mesma qualificação dos auditores fiscais. Muitos reclamam ainda do possível cancelamento de um concurso público para auditor fiscal, que ofereceria 120 vagas.

Segundo Chico Vigilante, a proposta não cria cargos nem gera despesas adicionais. “O que estamos fazendo é oficializando o que eles fazem, dizendo o que eles fazem, sem aumento de salário, sem vício de origem”, declarou o distrital para a rádio BandNews FM Brasília. Vício de origem é quando o autor da proposta não pode fazê-la por ser prerrogativa do poder Executivo.

As duas carreiras estão lotadas na Secretaria de Fazenda do Distrito Federal. Atualmente, são 532 funcionários de gestão fazendária e 433 auditores fiscais. De acordo com o distrital autor da proposta, a convivência entre os auditores e os outros servidores da pasta não é das melhores.

“Essa mesma guerra teve quando tinham fiscais e auditores. Eu também apresentei uma proposta orgânica unificando as carreiras; não aumentou dispesas. A briga era tão feia que um não bebia no bebedor do outro; não se falavam. Como você trabalha no mesmo órgão e nem sequer se falam. E agora os auditores desprezam os auxiliares”, declarou.

A votação está prevista para ser votada na Câmara Legislativa nesta terça (8). “Espero realmente que a gente aprove isso amanhã e acabe com essa celeuma criada pelos auditores fiscais, que se julgam donos da Secretaria de Fazenda. A Secretaria é do povo, para servir ao povo”, reforçou Chico Vigilante.

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