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A conta não fecha

Mesmo com crise, candidatos ao GDF prometem aumento salarial a servidores públicos

Uma das propostas, a de liberar parcela bloqueada na Justiça, teria impacto de R$ 1,5 bilhão no orçamento

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Sede do governo de Brasília, o Palácio Buriti. Foto: Agência Brasília

Mesmo diante da crise econômico, que afeta setores como saúde e educação, dez dos 11 candidatos ao governo do Distrito Federal prometeram aumentar o salário do funcionalismo caso ganhem a corrida pelo Buriti.

Na capital do país, o serviço público paga o salário de uma grande parcela da população. Dos quase três milhões de habitantes do DF, aproximadamente 500 mil trabalham na administração pública, o que representa 30% da população economicamente ativa. Os canditatos optaram, então, por não desagradá-los.

As ofertas de reajuste no sálario dos funcionários público da capital variam: vão de cumprimento de aumento que está bloqueado na Justiça ao atendimento de categorias e equiparação salarial de policiais civis com policiais federais, demanda que já levou a corporação a cruzar os braços por algumas vezes.

Os candidatos ao GDF, no entanto, não parecem levar em consideração que o cenário das contas públicas não é favorável para o cumprimento das promessas. A atual gestão, do candidato a reeleição Rodrigo Rollemberg (PSB), foi inciada em 2015 com um déficit primátio e despesas de pessoal estourando o teto permitido por lei.

Até o início do ano passado, os gastos com folha de pagamento de servidores públicos ficaram acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que veda reajustes salarias e contratações, por exemplo. No ano passado, o déficit primário foi de quase R$ 1 bilhão.

A falta de dinheiro já levou até ao parcelamento do salário dos funcionários públicos. A atual gestão precisou ir à Justiça para barrar de forma provisória o pagamento da última parcela de um reajuste concedido pelo governo anterior, de Agnelo Queiroz (PT).

Mesmo assim, os líderes nas pesquisas de intenção de voto dos brasiliense para o Executivo local têm nas propostas aumento no salário do servidor. Quem lidera é Eliana Pedrosa (Pros), que prevê a liberação do pagamento da parcela do aumento aos servidores que está barrada pela Justiça e a recomposição salarial dos policiais e bombeiros militares.

Até o atual governador do DF, Rodrigo Rollemberg, promete o aumento para servidores da saúde e da educação. Já Rogério Rosso (PSD) promete pagar a última parcela do reajuste pendente; aumentar o salario de polícias, bombeiros e servidores da área de educação; e equiparar os salários dos policiais civis aos dos federais. Segundo o candidato, que já comandou o DF durante um mandato-tampão, os aumentos serão acompanhados de uma redução gradual de impostos.

Alberto Fraga (DEM), Ibaneis (MDB), General Paulo Chagas (PRP), Fátima Sousa (PSol), Miragaya (PT), Guillem (PSTU) e Renan Rosa (PCO) também prometemo reajuste nos salários dos servidores públicos que atuam no governo local.

O único candidato que não menciona reajustes é Alexandre Guerra (Novo), que defende a implementação de um sistema de remuneração vinculado a mérito, desempenho e assiduidade.
O secretário de Planejamento do Distrito Federal, Renato Brown, afirma que é muito difícil que candidatos que prometem novos reajustes de servidores consigam cumprir o compromisso.

De acordo com ele, só o pagamento da última parcela de reajuste vai gerar um impacto de aproximadamente R$ 1,5 bilhão no orçamento. Enquanto a equiparação salarial de policiais civis com policiais federais terá custo de R$ 800 milhões aos cofres públicos. (Com informações da FolhaPress)

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