Evento programado para esta quinta-feira (3), na Universidade de Brasília (UnB), faz lembrar iniciativas de perseguição aos judeus na Alemanha nazista de Adolf Hitler.

Sob o título “A Questão Palestina e o Combate ao Sionismo nas Universidades”, o seminário é organizado pelos Centros Acadêmicos de Letras (Calet UnB) e Ciência Política (Capol UnB).

“Combate ao sionismo” foi o mote que levou os nazistas ao poder, no fim dos anos 1930, e a Alemanha à guerra.

Professores atribuem à milícia esquerdista de colegas da UnB a ideia desse evento destinado a se transformar e ato racista e pró-terrorismo contra a única democracia de fato na sua região.

Os debates programados se destinam a marcar posição contra a existência e a continuidade de Israel, cuja criação pela Organização das Nações Unidas (ONU) se deu após a derrota nazista na II Guerra Mundial.

Nas redes sociais, o cientista político Paulo Kramer, que foi professor da UnB, definiu o seminário assim: “Centros acadêmicos da UnB, sem dúvida teleguiados por docentes doentios, promovem ato racista e pró-terrorismo sob disfarce de ‘antissionismo’. Clamam pela destruição de Israel…. Ministério Público, cadê você?!?”.

O evento nazifascista foi repudiado em nota da StandWithUs, instituição educacional sem fins lucrativos dedicada ao combate ao antissemitismo.

O cientista político André Lajst, diretor-executivo da StandWithUs, disse que “embora Israel possa — e deva — ser criticado, dentro e fora de suas fronteiras, o ponto que torna o evento racista é o fato de pôr o nacionalismo judaico como algo a ser combatido”.

O combate ao sionismo é uma manifestação antissemita, porque o conceito de sionismo é “simplesmente o movimento de autodeterminação do povo judeu em seu lar nacional”, explica Lajst. “Portanto, negar o direito dos judeus à autodeterminação configura um caso de racismo, segundo as determinações da Aliança Internacional em Memória do Holocausto (IHRA).

Como defende a autonomia acadêmica e o livre debate de ideias, a StandWithUs Brasil se colocou à disposição para dialogar com os centros acadêmicos que organizam o evento.