Em primeiro turno

Câmara Legislativa aprova criação de política de crédito responsável no DF

O projeto ainda aguarda votação em segundo turno

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O objetivo é garantir que empréstimos tomados por servidores públicos junto ao Banco de Brasília (BRB) não comprometam toda a renda dos trabalhadores Foto: Silvio Abdon

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou em primeiro turno, o projeto de lei  que cria o crédito responsável no âmbito de atuação das instituições financeiras no Distrito Federal. O projeto ainda aguarda votação em segundo turno.

O objetivo é garantir que empréstimos tomados por servidores públicos junto ao Banco de Brasília (BRB) não comprometam toda a renda dos trabalhadores, levando ao chamado superendividamento. Com isso, as instituições financeiras ficam proibidas de descontar da conta corrente do devedor um percentual superior a 30% de sua remuneração ou subsídio.

O projeto também determina que, no momento da antecipação de pagamento de dívidas, a instituição financeira deverá promover o abatimento proporcional dos juros por meio do rateio do valor total dos juros cobrados no contrato, proporcionalmente ao número de meses faltantes para quitação.

O deputado Roosevelt Vilela (PL), autor do projeto que estabelece a política de crédito responsável, vem criticando o BRB por conceder empréstimos além da margem consignável. “Com a garantia de que o salário do servidor e pensionista do Distrito Federal passaria obrigatoriamente por conta corrente do BRB, ainda que depois seja dirigido a outro banco, o BRB passou a ter a garantia do empréstimo consignado além da margem consignável, pois se a margem do contracheque for esgotada, bastaria ao banco alocar cláusula em todos os instrumentos de contratos permitindo o desconto em conta corrente”, explicou.

Crédito ao orçamento

Também foi aprovado em primeiro turno na tarde de hoje o PL nº 2.966/2022, de autoria do Poder Executivo, que abre crédito adicional à Lei Orçamentária Anual no valor de R$ 64 milhões. Desse montante, R$ 30 milhões serão destinados para obras de urbanização. O valor restante está distribuído em diversas compras e atividades de outras áreas do governo. ( Com informações CLDF)