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Detran-DF abandona cones de sinalização em vários pontos da cidade

Detran pagou R$405 mil por

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Quem passa próximo ao Parque da Asa Delta, no Lago Sul, percebe os cones do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) há dias na ciclofaixa, inibindo o estacionamento em local irregular.

No entanto, o local raramente está cheio sem ser em sábados e domingos, questionando a necessidade frequente dos objetos. Pago com o dinheiro do contribuinte, sem serem recolhidos, os cones acabam ficando sujeitos a furtos ou danos.

Não é só no Lago Sul que a situação pode ser percebida pelos brasilienses. No Parque da Cidade, por exemplo, a história se repete. No centro de Taguatinga, os cones do GDF estão sendo usados de maneira ainda mais inadequada: para a conveniência de um empresário local. 

Segundo o diretor-geral do Detran, Silvain Fonseca, os cones são utilizados a partir das demandas de diversos órgãos do governo e de eventos que acontecem na capital. Além disso, os objetos estão em constante monitoramento pelos agentes do departamento para que não haja furtos ou avarias.

No caso do Parque da Asa Delta, segundo Fonseca, a intenção do Detran é educar e conscientizar os motoristas. “Muitas pessoas que iam ao Parque estacionavam os carros ali, fazendo que os ciclistas tivessem que passar pela pista”, explicou o diretor-geral. Não há previsão de que os cones sejam retirados do local, principalmente com a chegada das férias e com os recentes feriados. Uma viatura fica constantemente no local para monitorar tanto o trânsito quanto os objetos.

Ainda de acordo com o diretor-geral do Detran, os cones no Parque da Cidade são para facilitar a movimentação dos veículos que transportam os estudantes que participam, desde o dia 15 deste mês, dos Jogos Escolares. Até o fim do evento, os objetos continuarão no local e devem ser monitorados constantemente por agentes.

“Papa-cone”

O Detran tem caminhões especializados no serviço de colocar e retirar cones, os ‘papa-cones’. Um veículo é capaz de carregar até mil sinalizadores, poupando o trabalho de 10 a 20 agentes do departamento. Cada caminhão custa cerca de R$ 405 mil aos cofres públicos.

Segundo Silvain Fonseca, os veículos são usados diariamente. “Na reversão de faixa em Sobradinho, na Estrutural, por exemplo, ajuda muito.” Os caminhões, que também são usados pela Polícia Militar do Distrito Federal, ajudam ainda durante grandes eventos. De acordo com Fonseca, só este ano, foram mais de 10 mil eventos na capital.

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