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Atentado ao Congresso

Defesa de sargento dos Bombeiros diz que ele 'não lembra' do ocorrido

Segundo a defesa, Fabrício teria passado por ‘estresse mental’

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Dois dias após a perseguição que culminou com a prisão do segundo-sargento do Corpo de Bombeiros Fabrício Marcos de Araújo, a defesa se pronunciou sobre o ocorrido. Segundo o advogado Rodrigo Veiga de Oliveira, o sargento não se lembra do que aconteceu. Na madrugada de domingo (3), Araújo furtou o caminhão da corporação, em Ceilândia, e seguiu em alta velocidade em direção ao Congresso. Só parou no Eixo Monumental, com a interceptação da Polícia Militar, que atirou nos pneus.

Em nota, a defesa do sargento tentou explicar o que aconteceu e disse que ele não tinha intenção política ou extremista, mas que teria passado por um ‘estresse mental’. ‘Fabrício encontra-se perplexo com a situação e surpreso com o ocorrido. Ressaltou não se recordar dos fatos, mas que jamais teria o intuito de causar danos ao Congresso, ao bem público ou mesmo às pessoas envolvidas’, diz a nota.

O sargento tem 44 anos e atua há 23 anos no Corpo de Bombeiros como condutor. Uma possível explicação para o ‘surto’ seria a pressão sofrida no trabalho. ‘Não existem motivos para uma pessoa aparentemente sadia tomar atitudes como as de Fabrício. O que aconteceu com ele decorre de um profundo sofrimento mental apto a retirar a própria sanidade do indivíduo’, diz a defesa.

O sargento passou por momentos de estresse recentemente, com a perda de um colega de farda, que cometeu suicídio, e também a incapacidade de salvar a mãe de outro colega, em socorro.

Em nota, o Corpo de Bombeiros alegou que oferece atendimentos clínicos psicológicos e psiquiátricos aos militares e familiares, além de assistência religiosa pela Capelania Católica e Evangélica. A saúde física fica sob os cuidados do Centro de Capacitação Física, Policlínicas Médicas e Odontológicas.