Caçada

Valdemar cobra garantia de direitos, após operação contra Zambelli

Presidente do PL defende que PF e STF sigam Constituição, ao ponderar que discorda de "eventuais erros" de parlamentares filiados

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Presidente Nacional do PL, Valdemar Costa Neto. (Foto: Reprodução/Twitter).

Sem citar diretamente a Operação 3FA, deflagrada hoje (2) pela Polícia Federal contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP), o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, cobrou rigoroso respeito à Constituição Federal, para que sejam garantidos direitos e presunção de inocência em operações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Qualquer operação da Polícia Federal determinada pelo Supremo Tribunal Federal deve seguir rigorosamente a Constituição e se fundamentar em indícios reais de irregularidades. Não concordamos com eventuais erros cometidos por parlamentares do partido, mas queremos que lhes sejam garantidos os direitos constitucionais e a presunção de inocência”, escreveu o líder nacional do PL, em suas redes sociais.

Zambelli foi alvo de mandados de busca e apreensão determinados pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, em seu gabinete e endereços da deputada em Brasília e em São Paulo. Outro alvo é o hacker Walter Delgatti Neto, que foi preso e é acusado de invadir telefones de autoridades que atuaram na Operação Lava Jato, no caso conhecido como “Vaza Jato”.

Em coletiva sobre a operação, a deputada reconheceu sua “relação” com o hacker, ao afirmar que o ajudou a ir a Brasília para um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com o próprio Valdemar Costa Neto. E tratou como “brincadeira de mau gosto” a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para incluir um mandado de prisão falso do ministro Alexandre de Moraes.

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