Danos em 18 países

PF prende três por esquema de 100 mil dólares com até 25 mil vítimas

Falsa empresa captava investimentos em bitcoins e simulava atuar na extração de esmeraldas

acessibilidade:
Operação Lanterna Verde apreendeu ouro, pedras preciosas e um jatinho de organização criminosa. Fotos: Divulgação PF

A Polícia Federal prendeu três suspeitos de integrar uma organização criminosa de Balneário Camboriú (SC) que causou um dano estimado em US$ 100 mil, em 18 países, ao deflagrar, nesta terça-feira (5), a Operação Lanterna Verde. A investigação indica que os crimes eram cometidos por uma falsa empresa que captava investimentos via depósitos em bitcoins e simulava atuar na atividade de extração de esmeraldas.

A promessa de altos lucros, nunca creditados aos investidores, resultou em 2,5 mil vítimas diretas identificadas no Brasil e em países das Américas do Sul e Central. Mas estima-se que o esquema fraudulento tenha lesado cerca de 25 mil pessoas.

Por ordem da 1ª Vara Federal de Itajaí (SC), além dos três mandados de prisão preventiva, a PF cumpre 11 mandados de busca e apreensão nos municípios catarinenses de Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema, Ilhota e nas cidades de Farroupilha (RS) e Paraíso do Tocantins (TO).

Também foram determinados bloqueio e sequestro de bens dos investigados, resultando na apreensão de pedras precisoas, ouro, e veículos. E dois dos alvos foram presos em Balneário Camboriú e um outro em Itapema.

A PF detalha que o esquema, para dar credibilidade ao negócio fraudulento, valia-se de vídeos para divulgação de falsas funcionalidades da empresa, exibindo bancos digitais próprios e expondo pessoas de destaque na mídia viajando pelo Brasil e participando de eventos, em que recebiam valiosos prêmios e “conheciam” supostas áreas de mineração e lapidação de pedras preciosas.

Oito pessoas, incluindo os três presos, foram indiciadas por associação criminosa, lavagem de dinheiro, estelionato e crimes contra o sistema financeiro nacional e a economia popular; cujas penas podem chegar ao máximo de 30 anos de reclusão.

A PF divulgou o e-mail denunciapiramides.iji@pf.gov.br como canal de denúncias sobre o caso.

Reportar Erro