Importunação com jet ski

PF ouvirá Bolsonaro pela 7ª vez após deixar Planalto, agora sobre baleia

Oitiva de hoje será sobre inquérito que o investiga sobre suposta importunação a uma baleia no litoral paulista

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Bolsonaro aproximou-se de baleia jubarte com motor de jet ski ligado no mar de São Sebastião (Foto: Redes Sociais)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter um novo encontro com investigadores da Polícia Federal, na tarde desta terça-feira (27), em São Paulo, no depoimento que será seu 7º a policiais federais desde que deixou o comando do Palácio do Planalto. Ao contrário dos demais casos, desta vez, os questionamentos ao presidente não envolvem seu antigo cargo na Presidência da República, mas sua conduta pessoal de suposta “importunação” a uma baleia jubarte, quando passeava de moto aquática no litoral norte de São Paulo, em junho de 2023, em São Sebastião.

A oitiva do ex-presidente está marcada para 14h30. E seu advogado e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, também prestará esclarecimentos à PF, às 15h30, sobre a situação, porque acompanhava Bolsonaro de jet ski, no momento em que ficaram a cerca de 15 metros do mamífero marinho recém-saído da lista de animais ameaçados de extinção.

A procuradora da República Marília Soares Ferreira Iftim, afirma que vídeos e fotos postados nas redes sociais mostram que a moto náutica chegou com motor ligado a uma distância de 15 metros da baleia, que estava na superfície.

Distância esta bem menor que o limite de 100 metros estabelecido pelo decreto federal nº 6.514, de 2008, que prevê infrações administrativas contra o meio ambiente, como ‘molestar de forma intencional qualquer espécie de cetáceo’. E a portaria nº 117 do Ibama, de dezembro de 1996, também proíbe que embarcações de aproximar-se de qualquer espécie de baleia com motor ligado a menos de 100 metros de distância do animal.

Bolsonaro já foi chamado a depor na PF em casos em que é investigado, como os da suposta tentativa de golpe de Estado, de empresários suspeitos de atacar a democracia, do 8 de Janeiro, da fraude ao seu cartão de vacinação, e da entrada ilegal no Brasil de joias presenteadas pela Arábia Saudita.

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