Três tiros no rosto

Marinho atribui morte de prefeito a crime organizado campeando no RN

Senador e ex-ministro de Bolsonaro condena execução brutal de Neném Borges, dentro da própria casa em São José de Campestre

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Senador Rogério Marinho. Foto: Roque de Sá
Senador Rogério Marinho. Foto: Roque de Sá

O senador Rogério Marinho (PL-RN) lamentou, nesta quarta-feira (19), o assassinato brutal do prefeito de São José de Campestre, Neném Borges (MDB). E atribuiu a execução do gestor municipal, na noite de ontem (18), à livre atuação do crime organizado no interior do Rio Grande do Norte.

“Meus sentimentos para a família do prefeito Nenem Borges, meu amigo, jovem, cheio de planos para seu município, brutalmente morto pelo crime organizado que campeia livremente no interior do RN”, escreveu Marinho, em suas redes sociais.

Joseilson Borges da Costa, o Neném Borges, administrava o município de 13 mil habitantes localizado a 97 quilômetros de Natal, e foi assassinado aos 43 anos, quando estava deitado no sofá de sua casa.

Segundo a primeira-dama e secretária de Assistência Social, Luciana Araújo, o prefeito teve morte instantânea, na presença da filha mais nova de cinco anos, que não foi ferida. Ele deixa dois filhos e sua família afirma que nunca relatou qualquer ameaça.

Crime tocou terror

O assassinato do prefeito Neném Borges ocorre um mês após o estado governado pela petista Fátima Bezerra viver uma onda de terror, com cerca de 300 ataques ordenados pelo crime organizado, de dentro de presídios, e executados em ao menos 56 das 167 cidades do RN.

Apesar do clima de apreensão seguir presente na população potiguar, a governadora Fátima Bezerra encerrou ontem sua agenda internacional na China. Ela embarcou dia 11 do Brasil para o país asiático, onde esteve com o presidente Lula firmando acordos internacionais com o governo e empresas chinesas.

O governador em exercício no Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB),determinou prioridade na investigação.

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