'Destruindo sonhos'

Marinho acusa Lula de mentir sobre obras atrasadas: ‘quadrilha no poder’

Líder da oposição no Senado rebateu fala do presidente de que 'praga de gafanhotos' abandonou conjuntos habitacionais na gestão de Bolsonaro

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Senador Rogerio Marinho (PL-RN) é líder de oposição ao governo de Lula. Foto: Pedro França/Agência Senado

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), usou suas redes sociais, nesta sexta-feira (21), para acusar o presidente Lula (PT) de mentir sobre estar entregando obras de conjuntos habitacionais abandonadas pelo que chamou de “praga de gafanhotos” do governo de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL). O senador que foi ministro do rival do petista disse que Lula tenta enganar a população e mantém, no comando do Brasil, uma “quadrilha #PadrãoPT, que se beneficia destruindo os sonhos das pessoas mais carentes”. 

Marinho relatou que, ao assumir o governo, em 2019, Bolsonaro encontrou “um cemitério de obras paralisadas e abandonadas por todo o país”. E explicou que os projetos estavam inacabados pela falta de pagamento resultante “das pedaladas fiscais” que levaram a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) a ser cassada pelo Congresso Nacional, em 2016.

“Falando apenas em Habitação, entregamos 1,6 milhão de moradias, das quais 200 mil para as famílias de renda mais baixa, todas contratadas antes de 2014 em gestões PTistas [sic] e completamente abandonadas. O Brasil não tem uma praga de gafanhotos no poder, tem uma quadrilha #PadrãoPT [sic], que se beneficia destruindo os sonhos das pessoas mais carentes”, reagiu Marinho.

A crítica do ex-ministro do Desenvolvimento Regional de Bolsonaro é uma resposta à publicação de Lula, nas redes sociais, na noite de ontem (20), durante sua visita presidencial à capital do Ceará. Lula disse que o conjunto habitacional entregue em Fortaleza “poderia ter sido entregue em 2018, mas não foi por descaso da praga de gafanhotos que estava no governo”. E relatou que, somente ontem, entregou além de 416 apartamentos em Fortaleza, outros 496, em Parnamirim (RN) e 288 em Sinop (MT).