Crimes previdenciários

INSS evita dano de R$ 102 milhões e PF caça fraudadores em Alagoas

Fraudadores que instalaram equipamentos para acessar dados da Previdência faturaram R$ 2 milhões com crimes

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Previdência Social - Foto: Marcello Casal Jr/EBC

A Coordenação de Inteligência da Previdência Social uniu-se à Polícia Federal para deflagrar, nesta terça-feira (19), a Operação Reativação, contra fraudes milionárias a benefícios previdenciários, em Alagoas. Policiais federais cumprem três mandados judiciais de busca e apreensão em Penedo(AL) e na capital paulista, para aprofundar investigações contra fraudadores que causaram prejuízo de R$ 2 milhões, antes de o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) evitar um dano de R$ 102 milhões.

A operação autorizada pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Alagoas é resultado da identificação de fraudes, no final de 2022, a partir de informações repassadas pelo INSS à Coordenação de Inteligência da Previdência Social, sobre suspeitas de instalação indevida de equipamentos que acessavam seus sistemas corporativos e capturava informações para realizar fraudes em benefícios previdenciários. O foco dos criminosos era realizar reativação de pagamentos de benefícios já cancelados ou extintos, bem como a concessão de novos benefícios.

A PD divulgou que um dos investigados teve seu acesso às instalações da agência, facilitado por um vigilante terceirizado, e instalou um equipamento popularmente chamado de “chupa-cabra”, que acessa informações para fraudar e reativar benefícios.

“Essas reativações fraudulentas iriam gerar um prejuízo de R$ 105 milhões em pagamentos, sendo que o INSS conseguiu impedir o recebimento de R$ 102 milhões, de forma que o prejuízo efetivo identificado na investigação chegou a R$ 2 milhões”, informou a PF.

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