Operação Santa Rota

Esquema na Bahia superfaturou em R$ 3 milhões o transporte escolar

PF e CGU combatem desvio de recursos da educação no município baiano de Santaluz

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PF cumpriu mandado de prisão em Gabinete do Prefeito de Santaluz, na Bahia. (Foto: Reprodução PF)

Um esquema criminoso que superfaturou R$ 3 milhões em licitação para serviço de transporte escolar no interior de Bahia é alvo da Operação Santa Rota, deflagrada nesta quinta-feira (11) pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), em sete cidades baianas. O objetivo é cumprir 12 mandados judiciais de busca e apreensão de indícios de provas dos crimes, por ordem do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O gabinete do prefeito Arismário Barbosa Júnior (Avante) foi um dos alvos dos mandados judiciais.

As irregularidades foram identificadas na contratação de empresa que firmou contrato de valor de R$ 8,1 milhões, com maior preço do pregão eletrônico, após inabilitação de outras nove concorrentes. Os serviços de transporte escolar seriam para executar 89 rotas em Santaluz, mas empresa não possuía sequer um único funcionário registrado em seus quadros e tinha apenas cinco veículos em sua frota.

“Foi constatado, também, que algumas das empresas inabilitadas no certame receberam pagamento do grupo empresarial vencedor logo após serem excluídas da licitação”, detalhou a PF.

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos nas cidades baianas de Santaluz, Valente, Conceição do Coité, Capim Grosso, Itiúba, Senhor do Bonfim e Várzea da Roça.

E os investigados podem ser indiciados e posteriormente denunciados e julgados pelos crimes de responsabilidade de prefeito, fraude à licitação, além de corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais.

O prefeito de Santaluz publicou a seguinte nota: