Operação Corisco Turbo

Esquema de R$ 1,6 bi em importação de celulares é alvo da PF e Receita

Justiça Federal determinou bloqueio de R$ 280 milhões em contas de investigados e 67 sequestros de seus bens

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Operação Corisco Turbo cumpre 51 mandados de busca e apreensão em seis estados e no DF. (Foto; Reprodução PF)

Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal levou às ruas de seis estados e da capital federal mais de 350 agentes que buscam provas de crimes relativos à importação ilegal de aparelhos eletrônicos, principalmente telefones celulares, com indícios da remessa ilegal de mais de R$ 1,6 bilhão ao exterior. A Operação Corisco Turbo cumpre 51 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Maranhão, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

Para desmantelar a organização criminosa que fatura alto com grandes quantidades de mercadorias de origem estrangeira sem pagar impostos, a 12ª Vara Federal do Distrito Federal determinou bloqueio de R$ 280 milhões em contas de investigados e 67 sequestros de seus bens (25 imóveis e 42 veículos).

A estimativa dos investigadores é de que mais de 500 mil telefones celulares foram importados ilegalmente pela organização criminosa, nos últimos cinco anos. E ainda foram encontrados indícios de crimes de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas, através de doleiros e de transferência de criptomoedas.

Os principais investigados são alvos de medidas cautelares diversas da prisão, a exemplo da proibição de se saírem do Brasil, entrega dos passaportes em 24 horas, proibição de se ausentarem do município de domicílio, comparecimento mensal ao Juízo Federal para informar suas atividades e proibição de manterem contato uns com os outros.

“As investigações apontam que a organização criminosa se subdividia em núcleos responsáveis pela negociação e venda de produtos eletrônicos, transporte/armazenamento, constituição de empresas fictícias, envio de dinheiro para o exterior e receptação dos produtos para revenda em comércios”, detalhou a PF.

Os investigados podem ser denunciados pelos crimes de falsidade ideológica, descaminho, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas máximas que podem alcançar 37 anos de reclusão.