'Não vão mandar no Brasil'

Dino mobiliza PF e PRF para conter extremistas de oposição a Lula

Ministro da Justiça reage a agressões durante atos políticos de ontem, em São Paulo

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Ministro da Justiça, Flávio Dino Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou neste sábado (7) que mobilizou a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para definir novas providências para combater atos antidemocráticos contra a eleição do presidente Lula, que possam configurar crimes federais.

Ao noticiar pelo Twitter a iniciativa de reagir a atos políticos agressivos como os registrados em São Paulo na noite de ontem (6), o ministro avisou: “Pequenos grupos extremistas não vão mandar no Brasil”.

Dino ponderou que, mesmo com o que chamou de “absurdas agressões” em São Paulo, a atribuição constitucional de atuar é das esferas policiais locais, “em um primeiro momento”. Mas avisou que o Ministério da Justiça estará mobilizado para atuar imediatamente, “assim que se caracterizar competência federal”.

O ministro orientou que as vítimas de atos violentos formalizem as ocorrências policiais, ao contestar o viés de liberdade de expressão citado por defensores dos atos contra a eleição de Lula e a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Reiteramos que liberdade de expressão não abrange agressões físicas, sabotagens violentas, golpismo político etc. Recomendo que pessoas agredidas procurem imediatamente Delegacias da Polícia Civil para registro da ocorrência, se possível com imagens. Depois do registro da ocorrência policial, sugiro o envio ao Ministério Público, que certamente vai atuar contra arruaceiros nas suas cidades”, disse Flávio Dino.

Ontem, manifestantes contra Lula e pró-Bolsonaro interromperam o trânsito na via de acesso ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Durante carreata de um grupo bolsonarista na região central da capital paulista, Débora Alba, 39, foi agredida quando voltava para casa do supermercado, após tentar defender uma mulher idosa que foi hostilizada por carregar na calçada uma bandeira do presidente Lula.

Em Belo Horizonte, na quinta-feira (5), um repórter fotográfico de 60 anos, do jornal Hoje em Dia, foi agredido com pancadas na cabeça e roubado enquanto fazia reportagem em manifestação bolsonarista em frente a um quartel na capital mineira.