Relógio de R$ 80 mil

Deputado pede que Moraes inclua Lula em inquérito das joias

Rodrigo Valadares (União-SE) cita relógio omitido pelo petista ao pedir investigação ao ministro Alexandre de Moraes

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Relógio Piaget avaliado em R$ 80 mil e não declarado por Lula como presente à Presidência foi usado na campanha eleitoral de 2022. Foto: Ricardo Stuckert

O deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE) pediu que o ministro Alexandre de Moraes inclua o presidente Lula (PT) como investigado no inquérito que apura crimes relativos a joias presenteadas por autoridades estrangeiras. O motivo é o fato de o petista não ter incluído o relógio de pulso da marca Piaget, avaliado em R$ 80 mil, na lista de 568 presentes oficiais informados ao Tribunal de Contas da União (TCU), em 2016.

Em requerimento enviado através do Inquérito 4874, denominado “inquérito das milícias digitais”, o parlamentar evoca o princípio da isonomia, em virtude de o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estar sendo investigado criminalmente por fatos análogos ao praticado por Lula.

Veja os argumentos do deputado:

  1. Conforme amplamente divulgado na imprensa nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria deixado de consignar na lista oficial de presentes recebidos de autoridades estrangeiras apresentada ao Tribunal de Contas da União (TCU) um relógio de pulso da marca Piaget que lhe teria sido dado pelo ex-presidente francês Jacques Chirac, durante as celebrações do Ano do Brasil na França.
  2. O próprio presidente admitiu em lives transmitida em julho deste ano que teria recebido o referido presente e teria posado para fotografias no decorrer da campanha eleitoral de 2022 fazendo uso do artefato.
  3. Nesse liame, com espeque no princípio da isonomia, em virtude de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo investigado criminalmente por fatos análogos àquele praticados pelo atual mandatário enquanto este não o é, o Requerente solicita ao Excelentíssimo Ministro que analise acerca da necessidade de inclusão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito do presente inquérito.

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