Entraves na investigação

CPI das Americanas deve ser prorrogada, após oitivas adiadas

Além de ausência de convocados, garantias do STF para silenciar nos depoimentos dificultam avanço da investigação

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A empresa conseguiu em dezembro de 2023 que seus credores aprovassem seu plano de recuperação judicial (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Adiamento de oitivas e liminares emitidas a convocados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devem resultar na prorrogação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Americanas seja prorrogada por mais 60 dias. É o que defende o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA), sobre as dificuldades do colegiado instaurado em 17 de maio pela Câmara dos Deputados, com prazo inicial de 120 dias para concluir seus trabalhos previsto para encerrar em 14 de setembro.

“A CPI está sendo empurrada, infelizmente, para seu final. Precisamos prorrogar ela. E precisamos punir quem de direito”, disse Bacelar, na sessão de ontem (29), quando o ex-diretor financeiro das Americanas, Marcelo da Silva Nunes, compareceu à reunião mas ficou em silêncio, protegido por decisão do STF.

A ex-diretora da Americanas, Anna Christina Ramos Saicali, não compareceu à reunião de ontem e pediu para remarcar seu depoimento.

A CPI investiga e busca punir responsáveis por um rombo contábil de R$ 20 bilhões nas Americanas, que pediu recuperação judicial.

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