Repressão à ousadia

Acusado de tramar mortes de juiz, promotor e policiais é preso no TO

Organização criminosa tinha 23 integrantes envolvidos na articulação de atentados contra autoridades

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Policiais fazem buscas na segunda fase da Comminatio Magistratus (Foto: Reprodução PF)

A Operação Comminatio Magistratus II  foi deflagrada nesta quarta-feira (10) e prendeu, preventivamente, um integrante de uma facção criminosa acusado de tramar atentados contra as vidas de um juiz , um promotor e policiais militares e penais,  na região de Dianópolis, no Tocantins. A operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO) prendeu, em sua primeira fase, 23 envolvidos na organização criminosa, no Tocantins, em Goiás e no Maranhão, em maio.

Segundo a PF, o alvo da operação de hoje, que não teve sua identidade divulgada, continuava monitorando a rotina de um agente do Estado, mesmo após as prisões ocorridas há dois meses quando também foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão nos três estados. Ele também foi alvo de mandado de busca. E pode ser denunciado por crimes de organização criminosa e ameaça.

“A investigação criminal, iniciada em 21 de fevereiro de 2024, apurou que a facção possui atuação em todo o território brasileiro e emitiu ordens por meio de correspondências que partiram de Unidades Penais do Tocantins, para que seus integrantes executassem o plano e cumprisse os objetivos determinados pela liderança”, detalhou a PF.

O nome Comminatio Magistratus batizou a operação em referência ao termo em latim que significa “ameaça ao poder estatal”.

A FICCO/TO é composta pelas Polícias Civil, Federal, Militar e Penal, no estado do Tocantins.