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CPI aprova reconvocação do ministro Queiroga, que falará pela 3ª vez

Decisão foi tomada no mesmo dia em que órgão da Saúde adiou análise de estudo contrário ao uso da cloroquina para a Covid

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Marcelo Queiroga, ministro da saúde - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr.

A CPI da Pandemia aprovou nesta quinta-feira, 7, requerimento para nova convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Este será o terceiro depoimento dele à comissão. O requerimento foi apresentado por Alessandro Vieira (Cidadania-SE). A data do depoimento ainda será marcada.

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), criticou a postura de Marcelo Queiroga ao ser infectado pelo coronavírus durante viagem aos Estados Unidos. Segundo Aziz, o ministro compartilhou em uma rede social o comentário de um internauta que questionava a eficácia das vacinas.

“Eu vou dizer qual o dia que vamos ouvi-lo. No dia em que foi acometido de covid, o ministro repostou uma mensagem de uma pessoa dizendo: ‘O senhor não foi vacinado? Tomou as duas doses e pegou covid mesmo assim?’. Ministro Queiroga, a gente não esqueceu que o senhor repostou isso. Se o senhor passou 15 dias nos Estados Unidos e já está aqui no Brasil é porque teve a oportunidade de tomar a vacina. Por isso o senhor está vivo”, disse Aziz.

A decisão foi tomada no mesmo dia em que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no Sistema Único de Saúde, órgão consultivo do Ministério da Saúde, retirou da pauta a análise de um estudo de especialistas contra o uso de cloroquina contra a Covid. A droga é comprovadamente ineficaz para a doença.

Durante a sessão desta quinta, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) criticou a retirado da pauta da Conitec a votação do relatório sobre a ineficácia da cloroquina no tratamento da covid-19.

“Nós retrocedemos. O ministro da Saúde, que veio a essa CPI de uma maneira humilde dizer que respeitava a ciência e iria se concentrar na vacinação, homem bem-educado, passou por uma transformação radical. Nos últimos 15 dias, passou a prejudicar de uma maneira concreta o processo de combate à covid. Negou até a vacinação de adolescentes, o que foi consagrado no mundo inteiro. Atrapalhou, criou confusão e insegurança. Em seguida fez aquele “papelão” na ONU. Agora, tivemos essa notícia: na ânsia de agradar ao presidente da República retira da Conitec o processo que claramente condena o uso inadequado da cloroquina. Que o ministro venha a se colocar diante da CPI”, disse Tasso.

 

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