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Segurança em pauta

Candidato de Collor, Memória terá coronel Ivon como vice

Memória disputa sucessão em Maceió ao lado de oficial PM

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Contrariando expectativas de quem ainda aposta em sua improvável candidatura a prefeito de Maceió, o senador Fernando Collor (PTC) reuniu líderes partidários e definiu na tarde desta quinta-feira (4) que o vice de seu candidato a prefeito Paulo Memória (PTC) será o coronel Ivon Berto.

O oficial já foi chefe do Estado Maior da Polícia Militar de Alagoas e é presidente da União dos Policiais Militares (UPM). Ao Diário do Poder, Ivon disse que vai levar a temática da segurança pública para o debate sobre as políticas públicas da capital alagoana.

“Estamos mais uma vez procurando reforçar os holofotes para uma questão tão relevante: a segurança pública nesse cenário caótico das Alagoas. Não podemos deixar de buscar as oportunidades para trazer a baila tal debate”, afirmou Ivon.

Com o apoio de Collor, o coronel Ivon Berto articulou para o governador Renan Filho (PMDB) a campanha junto às tropas em 2014. Mas, em março deste ano eleitoral, acabou sendo alvo de determinação de prisão de quatro dias, como punição pela sua iniciativa teve de denunciar, em 2013, casos de ingerência política na PM e equívocos na estratégia da pasta da Segurança Pública, na condução do Programa Brasil Mais Seguro, no governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB); fatos que alimentaram os discursos de Renan Filho durante a campanha eleitoral.

A prisão de março foi a segunda em menos de três anos pelo mesmo motivo, mas foi relaxada após o Comando da PM alegar que não havia comida para o oficial.

O pré-candidato a prefeito de Maceió, Paulo Roberto Kuchenmeister de Memória, 52 anos, foi líder bolivariano e chavista tupiniquim, também apoiador do ex-presidente Lula no Brasil. Em 2014, obteve 2.517 votos, ao “disputar” um mandato de deputado federal pelo PEN, no Rio de Janeiro, 0,03% dos votos válidos e menos de 10% da votação que elegeu o último deputado federal pelo Rio. O carioca e conterrâneo de Collor, Paulo Memória, também perdeu uma eleição para prefeito da capital fluminense, há 20 anos, pelo PSL. Foi um dos 13 candidatos na eleição de 1996, vencida por Luiz Paulo Conde, na qual ficou na 10ª colocação, com 7.182 votos. Uma diferença de mais de um milhão de votos para o desempenho do prefeito eleito. Mas Memória explica que foram missões assumidas por ele para “fortalecer e ajudar os partidos”.

“Ficção”

Na terça-feira (2), auge de uma especulação da imprensa sobre o ingresso do ex-presidente da República na briga pela sucessão do prefeito Rui Palmeira (PSDB), o senador Fernando Collor publicou em seu perfil do Facebook o que chamou de reflexão do dia: “No exercício diário do jornalismo, há os ficcionistas. São escrevinhadores que adoram polvilhar seus currículos com as chamadas barrigadas, de conteúdo esquálido”.

Até ontem, o PTC contava com PRTB, PSDC e PEN, além de negociar com o PMN. Mas a definição da chapa do grupo de partidos conhecido como G8, aconteceria às 9h da manhã desta sexta, mas foi prorrogada para o período da tarde, na sala 17 do Pajuçara Shopping, localizado na Rua Jangadeiros Alagoanos, na Pajuçara. E a presença de Collor é esperada, porém, não confirmada, ao estilo. 

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