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Brasília e Lisboa devem se tornar cidades-irmãs, após visita do vice-governador do DF

Paco Britto negociou cooperação cultural, econômica e tecnológica com o homólogo lisboeta

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O lisboeta João Paulo Saraiva recebe seu homólogo de Brasília Paco Britto, na Câmara Municipal de Lisboa.

Brasília e Lisboa devem se transformar em cidades-irmãs não apenas no papel, mas através de uma parceria concreta em termos de cooperação cultural, econômica e tecnológica. Essa foi a essência do encontro que mantiveram o vice-governador do Distrito Federal, Paco Britto, e João Paulo Saraiva, do Partido Socialista Português, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que no sistema parlamentarista exerce também a função de vice-prefeito. Britto estava acompanhado do embaixador Pedro Luiz Rodrigues, secretário de Relações Internacionais do governo do DF.
Paco Britto apresentou os cumprimentos do governador Ibaneis Rocha a seu homólogo, o presidente da Camara lisboeta, Fernando Medina, com quem deverá se encontrar no final do mês na reunião da Assembleia-Geral da União das Cidades-Capitais de Língua Português (UCCLA). Paco Britto relatou a Saraiva seu encontro, na véspera, com o presidente dessa organização internacional, da qual o Distrito Federal foi um dos primeiros afiliados, mas depois distanciou-se.
“A atuação unida com Lisboa e outras cidades capitais de língua portuguesa na UCCLA trará a Brasilia uma capacidade mais vantajosa de se relacionar com o sistema internacional, inclusive o financeiro. Um bom exemplo disso são os recursos, cerca de US$2 bilhões, que o governo chinês disponibiliza às cidades e países de língua portuguesa, para reforçar a influência política de Macau (cidade chinesa vizinha a Hong-Kong que foi colônia de Portugal) e da própria China na esfera internacional”, assinalou o Vice-Governador.
Paco Britto contou a Saraiva que o governador Ibaneis participou de importante feira internacional de turismo em Lisboa, em março, quando assinou com a TAP um acordo de stop-over, objetivando estimular uma permanência mais prolongada de turistas portugueses e de outros países da Europa em Brasília e na região Centro-Oeste.
Com o objetivo de estimular a escala de voos internacionais em Brasília, o GDF decidiu recentemente cortar pela metade a incidência do ICMS sobre o combustível de aviação. Essa decisão faz parte de uma estratégia maior, que é a de transformar o Distrito Federal num “hub” aéreo nacional e internacional, tanto no transporte aéreo de passageiros quanto no transporte de carga, observou Britto a seu homólogo lisboeta.
A consolidação deste “hub” em Brasília, transformando-a no núcleo principal para as empresas aéreas, também beneficiará Lisboa, na medida em que novas linhas aéreas diretas se estabeleçam entre o Distrito Federal e as demais capitais sul-americanas.

Britto foi recebido por Saraiva com o embaixador Pedro Luiz Rodrigues, secretário de Relações Internacionais do governo do DF.

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