Trânsito

Brasília comemora 21 anos de respeito à faixa de pedestre

Pesquisa aponta que um em três carros não para para o pedestre

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Parar na faixa de pedestre é marca registrada dos brasilienses. Apesar do cenário ter mudado um pouco ao longo dos anos e a máxima não ser mais tão verdadeira quanto antes, o DF ainda é referência quando se fala de respeito a quem pede para atravessar a faixa. Por isso, neste domingo (1º), o Distrito Federal comemora 21 anos da campanha de respeito à faixa de pedestre.

De acordo com o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), em toda a capital estão implantadas cerca de sete mil faixas de pedestre para uma frota de 1,7 milhão de veículos e população de pouco mais de 3 milhões de pessoas.

Não parar na faixa de pedestre é sinônimo de infração gravíssima. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o motorista que deixar de dar preferência de passagem à pedestre e veículos não motorizados está sujeito a multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em 2016, o Detran-DF gerou quase 8 mil multas desse tipo.

No ano passado, o DF registrou quatro mortes de pedestres em faixas de pedestres não semaforizada – mesmo número registrado nos anos de 2015, 2011 e 2001. Em 2016, foram cinco mortes. O menor número registrado desde o início da pesquisa foi em 1998, com apenas um pedestre morto em uma faixa de pedestre. De acordo com o Detran, no perfil dos pedestres mortos no ano passado, 76% eram do sexo masculino e 25% do total de vítimas tinham 60 anos ou mais de idade.

Uma pesquisa do Instituto Federal de Brasília (IFB) – em parceria com a ONG Rodas da Paz, a Universidade de Brasília (UnB), a ONG Andar a Pé e o coletivo Movimento Ocupe o seu Bairro (MOB) – aponta que um a cada três carros passa pela faixa sem parar para o pedestre. Ainda de acordo com a pesquisa, de dez travessias, só em seis o veículo freia para o pedestre.

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