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Debaixo de chuva

Balanço do Carnaval: folia levou mais de 1 milhão de pessoas às ruas da capital

SLU recolheu 40% menos lixo que no ano passado; PM registrou sete homicídios, nenhum deles em blocos carnavalescos

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Bloco de carnaval Baby-doll de Nylon no estacionamento do Estádio Nacional de Brasília "Mané Garrincha". Foto: José Cruz/Agência Brasil

Com o fim oficial da folia de carnaval nesta quarta-feira de cinzas, o GDF divulgou o balanço final dos dias de festa no Distrito Federal. Segundo a estimativa do governo, 1 milhão de pessoas foram às ruas da capital para aproveitar os principais blocos carnavalescos. Ao todo, 200 blocos saíram pela cidade este ano.

Segundo o governo, a organização do carnaval deste ano servirá como modelo para o evento do próximo ano, quando a folia do Momo na capital completa 60 anos. O GDF investiu, nas festas de 2019, R$ 2 milhões.

A Polícia Militar do DF registrou sete casos de homicídio no período entre a última sexta (1º) e esta quarta (6); no ano passado, foram registrados 16 homicídios. Segundo a corporação e o Departamento de Trânsito (Detran-DF), nenhuma dessas mortes aconteceu nos blocos carnavalescos ou nas estradas.

O policiamento durante o carnaval no DF contou pela primeira vez com uma estrutura montada especialmente para o evento, a Cidade Policial, no Eixo Monumental, próximo à Torre de TV.

Ônibus da PMDF estiveram no local durante os dias do feriadão com central de monitoramento de câmeras de segurança; apoio para ocorrências de menor potencial ofensivo; e espaço para comunicação com a imprensa e comando menores em regiões administrativas.

Nos dias de carnaval, diversas pessoas foram apreendidas por porte de arma branca, por uso e porte de substância entorpecente, por furtos e por roubos, por exemplo. A Polícia Militar apreendeu até um machado, no domingo de carnaval (3). Canivetes, tesouras, facões e até um martelo usado para acionar alarmes de emergência foram apreendidos com foliões que foram às ruas da capital.

Transporte público

A Secretaria de Transportes contabilizou 64 ônibus depredados durante os dias de carnaval, número maior que o registrado no ano passado, quando 58 veículos foram alvo dos vândalos. Do total registrado este ano, 27 eran da viação Pioneira; 13 da Piracicabana; 19 da Urbi e cinco da Marechal.

O alto número de ônibus depredados na capital ocorreu mesmo com uma quantidade menor de passageiros usando o transporte público. Neste sábado de carnaval (2), cerca de 595 mil pessoas circularam de ônibus, em comparação aos 713 mil usuários registrados um sábado antes (24/2). A mesma redução foi observada pela secretaria no domingo (3), segunda (4) e terça (5).

O Metrô-DF manteve a frota de 27 trens circulando durante os dias de festa, transportando um total de 291.152 passageiros. Das mais de 1 mil viagens, 12 precisaram ser interrompidas por causa do comportamento dos passageiros. Foram 16 trens depredados: cinco janelas, duas portas e 12 extintores quebradas, além de danos em 68 capas de botões de emergência e três luminárias.

O número de depredações no Metrô foi menor que o registrado no ano passado, quando 26 trens foram vandalizados. Em 2018, a ação dos vândalos inclui até pichação nos trens do metrô da capital.

Limpeza pública

Os mais de 1 mil garis que trabalharam durante os eventos de carnaval recolheram 49,7 toneladas de resíduos, cerca de 40% menos lixo que o recolhido no ano pasado. O número vem diminuindo a cada ano: em 2018, o SLU recolheu 82 toneladas; em 2017, o saldo total foi de 95 toneladas.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) aponta a redução na quantidade de resíduos ao cancelamento de eventos por causa das chuvas e à conscientização dos blocos carnavalescos e dos foliões para a geração dos resíduos.