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Impasse nacional

Sob pressão do PP, convenção do PSDB de Alagoas será cartorial neste domingo

Tucanos ainda articulam alianças e querem confirmar Rodrigo Cunha ao Senado e Eduardo Canuto ao Governo de Alagoas

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Marcelo Palmeira, Eduardo Canuto e Rui Palmeira na convenção de 2016. Foto: PSDB Maceió/Arquivo

A pressão do PP sobre o PSDB pelo apoio tucano ao senador Fernando Collor (PTC-AL) ou pelo anúncio de uma “candidatura competitiva” ao Governo de Alagoas suspendeu o caráter festivo da convenção que definiria neste domingo (5) as alianças e os nomes dos candidatos majoritários tucanos. Pelo menos por enquanto, o ato deverá ser meramente cartorial, no Iate Clube Pajussara, das 9h Às 17h, na orla de Maceió.

A previsão para lançamentos de candidaturas ficou para outro momento de menor tensão interna, após o PP chegar a condicionar o apoio à candidatura presidencial de Geraldo Alckmin ao compromisso do PSDB em garantir uma chapa competitiva em Alagoas, onde o partido é comandado pelo senador Benedito de Lira e seu filho deputado federal Arthur Lira, candidatos à reeleição.

O Diário do Poder apurou que o presidente do PSDB de Alagoas, prefeito de Maceió Rui Palmeira, comunicou a pré-candidatos tucanos que deverá manter a previsão inicial de lançar o vereador da capital alagoana, Eduardo Canuto, como candidato do PSDB a governador de Alagoas. Rui tem como vice o enteado do senador Benedito, Marcelo Palmeira, filiado ao PP.

O deputado estadual mais votado de Alagoas na eleição de 2014, Rodrigo Cunha, será o nome do PSDB na disputa ao Senado. Pelo potencial eleitoral que tem, Cunha se tornou uma ameaça à reeleição dos senadore Benedito de Lira e Renan Calheiros (MDB-AL). Por isso, foi e segue sendo pressionado a disputar o governo de Alagoas.

A pressão sobre a aliança com Alckmin diminuiu, após a senadora Ana Amélia (PP-RS) aceitar ser vice do tucano. Mas o integrante alagoano da Executiva Nacional do PSDB, o ex-governador Teotonio Vilela Filho segue em Brasília trabalhando uma saída para o impasse com o PP. Uma das opções levantadas neste debate foi lançar Teotonio Vilela ao governo. Mas ele próprio já descartou esta possibilidade.

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