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Violência no Réveillon

Promotor de Justiça dá oito tiros em caixa de som, em condomínio de luxo de Maceió

Adriano Jorge atirou no equipamento que animava uma festa de mulheres, no Aldebaran Beta

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Caixa de som alvo de tiros disparados pelo promotor de Justiça Adriano Jorge, em Maceió(AL). Fotos: Reprodução/TV Gazeta e Caio Loureiro/TJAL

Os festejos da chegada do ano de 2020 foram interrompidos de forma violenta em um condomínio que abriga parte da classe mais alta da capital alagoana. Incomodado com o volume do som das festas da vizinhança, o promotor de Justiça Adriano Jorge Correia de Barros Lima silenciou com tiros a caixa de som de uma casa no condomínio Aldebaran Beta, em Maceió (AL), na madrugada de ontem (1).

O promotor de Justiça foi conduzido pela PM até a Central de Flagrantes, teve sua arma apreendida, prestou depoimento à polícia e foi liberado, depois de destruir o aparelho de som de uma casa em que três mulheres comemoravam o réveillon.

Foram oito disparos contra a caixa de som que custa R$ 3 mil e animava a festa entre amigas. E o promotor não apresentava sinais de embriaguez, de acordo com o delegado plantonista Alexandre César.

Segundo os registros da ocorrência, o promotor confessou para a policiais militares que atenderam a ocorrência no condomínio sua iniciativa de atirar no equipamento, porque o som estava muito alto.

Ao se comprometer em ressarcir o som danificado, Adriano Jorge contou que usou sua arma de fogo após não ter sido atendido em vários pedidos para que as pessoas baixassem o volume do som. E ainda relatou ter sido destratado e ligado várias vezes para o Centro de Operações Policiais Militares (Copom), por causa do volume do som das vizinhas.

O boletim de ocorrência registra que a perícia técnica foi acionada e a arma do promotor, uma pistola. 380 com carregador, foi entregue sem munição.

Veja o relato gravado em vídeo por uma das vizinhas, publicado na Gazetaweb:

MP reprova atitude

Por meio de sua assessoria de comunicação, o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL) afirmou que “não compactua com qualquer desvio de conduta e vai adotar as medidas legais cabíveis ao caso”.

A assessoria do MP disse ao Diário do Poder que o promotor Adriano Jorge não vai se pronunciar sobre o caso.

A reportagem não conseguiu confirmar se a Corregedoria do MPAL já atua no caso, que pode ser levado para apreciação do Colégio de Procuradores, para avaliar possíveis medidas administrativas disciplinares.