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Disputa por terreno

Policial acusado de tentar matar vereador alagoano é preso, em Teotônio Vilela

Chefe de serviços da Delegacia de Coruripe foi preso na sexta, por determinação da Justiça

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Vereador Edivaldo de Souza Santos, o Edivaldo Gulandim, de Teotônio Vilela. Foto: Facebook

O policial civil Gilberto Ferreira dos Santos foi preso na última sexta-feira (13) por determinação da Justiça de Alagoas, pela acusação de tentar matar a tiros o vereador do município de Teotônio Vilela (AL), Edivaldo de Souza Santos, conhecido como “Edivaldo Gulandim”, em 9 de outubro de 2017. A decisão foi proferida pela juíza Renata Malafaia Vianna no último dia 9.

A denúncia do Ministério Público de Alagoas foi recebida pela juíza na mesma decisão que decretou sua prisão. E relata que o vereador entrou em conflito com Gilberto porque este afirmava ser o verdadeiro proprietário de um terreno na região da Lagoa do Pau, em Coruripe (AL), onde o policial é chefe de serviço da delegacia.

Para a magistrada, os pressupostos da prisão preventiva – prova da materialidade e indícios suficientes de autoria – foram preenchidos.

“[Do inquérito], extrai-se que o denunciado agiu de forma extremamente ousada, utilizando-se de arma de alto poder letal e desafiando os Poderes Judiciário e Executivo Municipal, uma vez que a vítima era vereador de Teotônio Vilela e o crime ocorreu após decisão do Juízo competente de Coruripe, que havia determinado que o denunciado saísse das terras que esbulhou (invadiu) e que pertenciam à vítima”, diz a decisão.

Na decisão que também determinou o sequestro do imóvel, a juíza destacou que a função do denunciado na Delegacia de Coruripe. “[O chefe de serviço] fez uso de sua função para ameaçar e amedrontar a vítima, conforme relatado por ela em suas declarações”, disse a magistrada.

O inquérito, conduzido por uma comissão de delegados, indica que foram recolhidos, no local do crime, 24 estojos de munição ponto quarenta, calibre de uso restrito das forças policiais. O inquérito informa ainda que a Edivaldo relatou não ter outras inimizades e que estava no imóvel há mais de um ano, quando começou a ser ameaçado por Gilberto.

“A prisão cautelar do denunciado neste momento processual é imprescindível para o correto desenvolvimento do processo criminal, para que seja impedido de causar maior interferência nos ânimos da vítima e testemunhas ou tumulto processual”, concluiu a juíza, no processo que tramitou sob o número 0700351-54.2018.8.02.0038.

Preferiu perder o imóvel

O relatório policial sobre o caso narra que o vereador chegou a desistir da disputa pelo imóvel por medo do policial Gilberto, inclusive em uma dessas visitas à delegacia de Teotônio Vilela, pediu que o inquérito fosse encerrado. E, mesmo tendo uma decisão judicial favorável que o reconhecia como legítimo proprietário da casa, Edivaldo Gulandim cedeu o bem por apenas R$ 30 mil, parcelados, em favor de Gilberto.

O vereador disse, à época, ter optado por preservar a sua vida e de sua família, em vez de perder todo o dinheiro que investiu na edificação ali construída. (Com informações da Dicom TJAL)