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Afonso Arinos advertiu que ligação aos EUA pode fazer do Brasil um ‘grande Paraguai’

Crítica à política externa de Castelo Branco serve ao chanceler Ernesto Araújo

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Afonso Arinos de Melo Franco foi senador e chanceler do Brasil nos anos 1960. (Foto: Arquivo/FGV)

A política externa do chanceler Ernesto Araújo, de alinhamento aos Estados Unidos, pode fazer do Brasil “uma espécie de grande Paraguai”, segundo alertou Afonso Arinos em seu livro de memórias A Alma do Tempo, de 1.779 páginas, da Topbooks. No livro, concluído 40 anos antes da vitória de Jair Bolsonaro, Arinos analisa a política externa do governo Castelo Branco e destaca que foi um erro aceitar, “com invariável docilidade”, a linha do Departamento de Estado (americano). A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Trecho da página 849 do livro.

Para Arinos, o erro é considerar que somente se alinhando aos EUA o Brasil “poderia cumprir com os seus deveres” de país ocidental.

Chanceler brasileiro de 1961 a 1962, Arinos advertiu: o interesse nacional é a primeira motivação da política externa, mas não é a única.

Para Arinos “é elementar” que a defesa dos interesses do Brasil seja diferente no país e no exterior, pois não há lei que obrigue dois países.

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