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Resposta o TCDF

Adasa nega que exista possibilidade do retorno de uma crise hídrica no DF

Agência também apresentou números, para provar que conhece o número de outorgas concedidas

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Por nota, a Adasa afirma "Não há, portanto, nada que indique a possibilidade de retorno de uma crise hídrica” Foto: Gabriel Jabur

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) nega que haja possibilidade da volta de uma crise hídrica no Distrito Federal e firma que a situação atual dos recursos hídricos é adequada para este período. Assim como “A infraestrutura de produção e distribuição de água para a população, encontra-se em condições muito diferentes dos anos anteriores, quando existia uma situação de escassez. Não há, portanto, nada que indique a possibilidade de retorno de uma crise hídrica”.

Assim, refuta o que pontou a auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), de que a Adasa desconhece o número de outorgas concedidas, assim como a fiscalização deficiente. “O grave desconhecimento do total de usuários pode levar o DF a uma crise hídrica sem precedentes, além de ter impacto em outras unidades da federação”.

Por meio de nota, nesta quarta-feira (13), a Adasa ressalta que aguarda o recebimento oficial do relatório do TCDF,  “para que possa analisá-lo em profundidade, fazer suas considerações e elaborar um plano de ação para sanar eventuais deficiências”.

Em resposta a afirmação do tribunal, de que a agência não teria conhecimento do número de outorgas concedidas para a captação de águas no DF, afirma que concede outorgas de direito de uso de recursos hídricos desde 2005 e atua continuamente no aperfeiçoamento de metodologias para a execução deste instrumento de gestão da água. E destaca que ao longo desses 13 anos, emitiu 32.135 atos de outorga, que incluem requerimentos, outorgas prévias, renovações, revisões e cancelamentos. “Hoje existem 9.743 pontos outorgados, dos quais 3.711 são de águas superficiais e 6.032 de águas subterrâneas. Todos eles estão devidamente georreferenciados”.

Sobre o seu desconhecimento do número de usuários, a Adasa comunica que a água consumida pelos maiores usuários do DF, tais como a Caesb, no abastecimento público, ou para os grandes agricultores que praticam irrigação, por pivô central, e todos os grandes empreendimentos que exigem licenciamento ambiental já estão outorgados e são monitorados. “Assim, a Adasa tem pleno conhecimento do volume outorgado até o momento e do potencial impacto que este representa na disponibilidade hídrica de cada bacia hidrográfica do DF, dados que foram fundamentais para o enfrentamento da crise hídrica”.

O reservatório do Descoberto demorou dois anos e oito meses para verter novamente Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Os dados divulgados pelo TCDF acenderam um sinal de alerta e geram preocupação  nos moradores do Distrito Federal, que sofreram por mais de um ano, com uma crise hídrica que trouxe para a rotina da população o rodízio de água. Algo que ninguém sente falta, e todos esperam que os órgãos responsáveis tomem, sempre, as devidas providências para evitar o retorno de tal situação.

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