Podem ir a júri popular

Acusadas de planejar a morte de militar serão ouvidas

Após essa oitiva, será definido se irmãs vão a júri popular

acessibilidade:

As irmãs acusadas de planejar a morte do tenente-coronel Sérgio Murillo Cerqueira serão ouvidas no próximo dia 7, na última audiência de instrução do processo. Além delas, também será interrogado o executor do crime, Jorge Alencar da Silva. O militar foi assassinado na madrugada de 16 de maio deste ano, após a simulação de um sequestro relâmpago.

O interrogatório de Cristiana Cerqueira, da irmã, Cláudia Osório e de Jorge pode definir se haverá júri popular ou não. O juiz pode decidir ainda pela desclassificação ou absolvição sumária dos acusados. A audiência será realizada no Tribunal do Júri de São Sebastião, às 14h30.

O crime

Sérgio Murillo foi assassinado na madrugada de sábado (16/5) com um tiro na nuca. Ele e a esposa sofreram um sequestro relâmpago, na 208 Norte, quando saíam da casa de amigos. A mulher acabou liberada. O corpo do coronel foi encontrado às 3h, "em posição de execução", segundo a Polícia Militar, com um tiro na nuca no Núcleo Rural Aguilhada, em São Sebastião, a 26 km do crime

Doze horas após o sequestro, Cristiana e a irmã foram presas suspeitas de terem cometido o crime. Cláudia confessou, mas Cristiana nega participação no crime.

Benefício a receber

O coronel do Exército Sérgio Murillo Cerqueira tinha cerca de R$ 300 mil a receber do Fundo de Apoio à Moradia, estima a Polícia Civil. Esse pode ser outro motivo, além da pensão de R$ 10 mil, que levou a mulher a planejar a morte do militar.

O benefício é destinado a servidores do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O tempo de contribuição, de cerca de 20 anos, e a patente do militar são base para determinar o valor. Para matar o marido, Cristiana desembolsaria R$ 15 mil. O valor seria pago da seguinte forma: R$ 1 mil à vista e o restante parcelado em duas vezes. 

Reportar Erro