Devolução

Pâmela Maria

Em seu balanço de um ano de gestão, Dodge afirmou que o entendimento do MP é de que os valores devem ser devolvidos
18/09/2018

Dodge pedirá devolução de fundo de campanha usado por Lula

Devolução

Dodge pedirá devolução de fundo de campanha usado por Lula

Em seu balanço de um ano de gestão, Dodge afirmou que o entendimento do MP é de que os valores devem ser devolvidos

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou nesta terça-feira (18) que irá pedir o ressarcimento dos cofres públicos pelo dinheiro gasto em campanha pelo PT durante o período em que o ex-presidente Lula foi cabeça de chapa. Em seu balanço de um ano de gestão, Dodge, que é também procuradora-geral eleitoral, afirmou que o entendimento do Ministério Público é de que devem ser devolvidos valores do fundo eleitoral utilizados por candidato inelegível. “O momento de se fazer isso ainda está em cursos, porque o prazo para essa prestação de contas ainda está em curso, e é nesse momento que atua o Ministério Público Eleitoral. O que é necessário é o ressarcimento dos cofres públicos do dinheiro do fundo de campanha utilizado por candidato inelegível”, disse. A PGR divulgou nesta terça-feira (18) balanço do primeiro ano de gestão da procuradora-geral. De acordo com os números, foram apresentadas 46 denúncias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e STJ (Superior Tribunal de Justiça), e 164 arquivamentos. Das denúncias, apenas quatro foram no âmbito da Operação Lava Jato. No total, foram mais de 19 mil manifestações Dodge defendeu o alto número de arquivamentos, afirmando que todos estão fundamentados e não prejudicam a Lava Jato. De acordo com ela, cerca de um terço dos inquéritos tiveram o arquivamento promovido por prescrição dos crimes. Outras foram arquivadas por fragilidade de prova, afirmou. “É um ato de depuração”, afirmou Dodge. “Temos interesses de continuar com um acervo de casos abertos cuja persecução penal tenha viabilidade.” A PGR não divulgou dados de acordos de delação premiada firmados na gestão de Dodge. A procuradora-geral afirma que não houve diminuição do número de acordos firmados em sua gestão. Segundo ela, os dados não foram divulgados porque os acordos de delação premiada estão em sigilo. Questionada sobre se a disponibilização dos números de acordo feriria o sigilo, a procuradora-geral afirmou se tratar de “opção de comunicação”. “Acho que não fere a identidade, mas o capítulo nosso que trataria desse assunto ficaria muito enxuto se eu apenas publicasse os dados”, afirmou. Ela defendeu ainda o uso da urna eletrônica, e disse que não há motivos para suspeitar que elas possam ser fraudadas. “É um sistema que já foi testado em várias eleições, cuja confiabilidade não foi até o momento negada por nenhum teste”, disse. (Angela Boldrini/Folhapress)
17/09/2018

Novo livro do poeta Petrônio Souza chega às livrarias

Lançamentos

Novo livro do poeta Petrônio Souza chega às livrarias

O novo livro descreve o mineiro no cenário literário nacional

O terceiro livro do poeta Petrônio Souza Gonçalves “Braço de Rio, Pedaço de Mar” é lançado para a felicidade de todos. O livro anterior “Um facho de sol como cachecol”, que foi lançado, encantou o público em 38 cidades brasileiras e em oito capitais. O novo livro descreve o mineiro no cenário literário nacional. No momento atual, Petrônio viaja o Brasil com uma variedade de músicas e poesias com o guitarrista Toninho Horta. O sarau passou por 236 cidades brasileiras e três capitais. “Braço de Rio, Pedaço de Mar” foi escrito no decorrer dos último dois anos e traz 237 poemas que tratam sobre a temática do tempo, das buscas e frustrações humanas. Até o fechamento da edição. O livro havia recebido 19 convites para o lançamento em cidades mineiras e quatro capitais brasileiras. Crítica O livro traz um depoimento de Ferreira Gullar, que afirmava não gostar de fazer depoimentos para escritores e poetas e apresentações, além do prefácio assinado por Aldir. Falecido em 2016, Gullar foi amigo de petrônio que sempre estava presente em seu apartamento no Rio de Janeiro. Outros também falaram bem do poeta, José Hamilton Ribeiro, Paulo Betti, Sebastião Nery, Aristóteles Drummond, Toninho Horta, cronista post-futeboler, Tostão e machadiano Geraldo Carneiro, que orelhou o livro de um lado; de outro lado a orelha é de Carlos Buzelim, do jornal Hoje em Dia, de Minas. “Escritor que surge e surpreende a literatura pátria. Conjuga as palavras harmoniosamente, semelhantes às partituras musicais de plenitude melódica, rítmica e apreciável lirismo. Textos de delicadas insinuações refletem bom gosto poético, decorrendo delicadeza e esmero vernacular em que propostas subjetivas falam ao coração. Retratam a vida, seus personagens, mediante incrível poder de síntese”, afirmou Buzelim. Jane Godoy, do Correiro Braziliense também afirmou: “Em suas 238 páginas de pura poesia, o autor conseguiu dar a ela, a poesia, uma imagem de pureza, ligeireza, leveza e beleza, que vale confessar, jamais vi. A cada página, uma surpresa, tal a sua originalidade e forma de fazer poesia, como a da página 114 em que se lê: “Aprendi a ser como o ipê: Quando escureço. Despido entristecido padeço; Aí é que floresço”, afirmou Godoy. Luiz Gonzaga Lopes, do Caderno de Sábado do Correiro do Povo de Porto Alegre, também expressou sua admiração pelo poeta. Petrônio Gonçalves é o mensageiro do tempo, o eu lírico que rompe dimensões físicas e espirituais para versar e versificar coisas do dia a dia, da história, um cara capaz de nominar “a faca da chama da vela/ que corta a escuridão do dia”, afirmou Gonzaga. O poeta comenta que seu livro faz referência ao de cão de rua, quando vê nos vira-latas a metáfora da poesia. Dois poemas são dedicados aos cães que vagam pelas ruas do país. Relacionado ao tempo, Petrônio afirma: “A juventude não existe mais; Aquela./ Os sonhos não existem mais; Aqueles./ A namorada não existe mais; Aquela./ No entanto, Entre o riso e o pranto,/ A vida não parou no que passou,/ Não é o vento que pousou na janela,/ A tempestade que ficou aprisionada na sala de espera./ A vida não é um lugar;/ É onde você está./ E segue sempre,/ Invariavelmente,/ Na busca da eterna primavera.” E duela com as exigências dos correr dos anos: “Óculos,/ Não!/ Isso é armação do tempo./ Não preciso de um caco de vidro/ Para enxergar melhor/ O que já está definido./ Que meus olhos nunca vejam/ O que está concluído e imposto./ Quero-os distraídos,/ Não mirando na realidade/ O meu desgosto./ Que meus olhos sempre vejam ensolarados/ Os dias nublados,/ E sempre desfocado/ O que não é principal./ Porque este/ Não precisa se ver,/ Apenas sentir.” O livro “Braço de Rio” tem a capa de Paulo Caruso, e contém 237 poemas sem título. Segundo o autor “o título muitas vezes já é uma síntese do poema, quando na verdade a poesia, por si só, é essa síntese; então o livro traz a primeira frase em negrito, e a síntese, a alma do poema, distribuída em seus versos”. O poeta expressa toda a paciência quando procura a palavra poética correta. “Não tenho pressa/ Tenho a chave”.
14/09/2018

Portugal realizará levantamento de bens para reconstituir Museu Nacional

Apoio

Portugal realizará levantamento de bens para reconstituir Museu Nacional

O ministro da Cultura de Portugal, Luís Filipe Castro Mendes, prometeu apoiar o Brasil na reconstrução do acervo do Museu

O ministro da Cultura de Portugal, Luís Filipe Castro Mendes, prometeu apoiar o Brasil para a reconstrução do Museu Nacional. A declaração foi feita durante uma reunião com o ministro da Educação Rossieli Soares, em Lisboa na sede do Ministério da Cultura nesta sexta (14). “Portugal é berço da história do Brasil. O incêndio ocorrido no Museu Nacional causou grande comoção e repercussão em nosso país. Nossa cooperação para recompor o acervo e patrimônio para o Museu Nacional será mais que um dever”, afirmou Castro Mendes. Ele afirmou que por coincidência estava no Rio de Janeiro, no domingo em que ocorreu o incêndio. “Brasil é parte muito importante da história portuguesa. E o Museu Nacional, especialmente, tinha um capítulo significativo dessa história”, afirmou o ministro português. Já o ministro brasileiro disse que sua ida à Europa estava marcada devido uma palestra que ocorreria no Fórum de Parceiros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris. “Com essa grande tragédia, não poderia deixar de vir a Portugal, com quem o Brasil tem profundos laços históricos. Portugal será essencial para recompormos documentos e acervos a médio e a longo prazo para o museu que foi destruído”, disse o ministro Rossieli. Paula Araújo da Silva, diretora-geral do Patrimônio Cultural de Portugal, responsável pela gestão de todos os museus de Portugal, irá ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro, para dar início aos primeiros acertos de apoio ao Brasil. “Tive a sorte de conhecer o Museu Nacional. A dor que nós, portugueses, sentimos por essa tragédia é indescritível. Nosso sentimento, agora, é o de prestar total apoio ao Brasil a recompor essa grande perda”, destacou Paula Araújo. A diretora afirmou que já mantém contato com a direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Brasil, para a formação de ações conjuntas entre Portugal e Brasil.
11/09/2018

Inmet alerta o DF e entorno: umidade do ar pode chegar a 12%

Alerta

Inmet alerta o DF e entorno: umidade do ar pode chegar a 12%

O Inmet divulgou um aviso e afirma que a situação climática aumenta os riscos de incêndio e à saúde

O Distrito Federal, parte do Mato Grosso, Goiás e Tocantins estão em alerta devido a baixa umidade no ar que deve variar entre 20% a 12% nesta segunda (10). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um aviso e afirma que a situação climática aumenta os riscos de incêndio além de problemas de saúde, como ressecamento da pele, ardência nos olhos, boca e nariz. A Defesa Civil recomenda ingerir bastante líquido e o uso de hidratantes para pele. A Defesa Civil também aconselha que se evite o uso de ar-condicionado, que se faça o uso do protetor solar abundantemente, umidifique o ambiente com toalhas molhadas e evite refeições pesadas, além do uso de soro fisiológico em cada narina, pelo menos 6 vezes ao dia. “O evento é uma massa de ar seco e quente que costuma atuar na região central do país nesta época do ano. O céu fica bem azul, com poucas nuvens e os níveis de umidade no ar chegam a ficar próximo dos 10%”, afirma a meteorologista do Inmet, Maria das Dores de Azevedo. O estado de alerta foi dado após a umidade do ar variar entre 12% e 30% por cinco dias seguidos. O estado de emergência é declarado quando os registros ficam abaixo de 12% por dois dias.