Bom e barato

André Brito

Presença do ministro reforça qualidade do serviços prestados
17/01/2019

Almoço de Moro em restaurante-escola do Senac é visto como aval ao Sistema S

Bom e barato

Almoço de Moro em restaurante-escola do Senac é visto como aval ao Sistema S

Presença do ministro reforça qualidade do serviços prestados

O restaurante-escola do Senac no Ministério da Justiça tem recebido um visitante ilustre desde o início do ano, o próprio ministro Sérgio Moro. Ele foi fotografado com bandeja na mão, sem furar fila por alguns clientes e elogiado por escolher o restaurante-escola em vez dos caríssimos estabelecimentos utilizados por ex-comandantes da pasta. Para o Senac, a presença do ministro no restaurante-escola confirma o reconhecimento da qualidade da comida e do serviço prestado no local. O restaurante-escola do Senac recebe dezenas de alunos que aprendem, na prática, como lidar com o público. “A credibilidade desse trabalho é tão grande e a carência por mão de obra qualificada é tamanha que quase todos os estudantes já saem do curso empregados pelo mercado”, diz o órgão.
14/01/2019

Coisas do tempo

Petrônio Souza Gonçalves

Coisas do tempo

A tradição vem do conhecimento traduzido, de lábios a ouvidos, além do tempo… Seu início e fim se fundem em si mesmos e a cada dia são reinventados, revelando o doce gosto das coisas que o tempo não levou. Assim é esta historinha, que nasceu um dia, cresceu e floresceu em outros, dando frutos e alimentando a alma humana pelos vários cantos do mundo, ao longo dos séculos. Como já foi contado, na pequena floresta ao pé da serra, três diferentes árvores conversavam sobre o mundo de bichos e homens que se descortinava aos seus pés. Uma delas, a que mais se balançava com o vento, resolveu indagar as outras quando o sol já queria se esconder por detrás da paisagem: “O que vocês vão querer se tornar quando um lenhador vier nos cortar?” A primeira árvore, vaidosa com seu tronco frondoso e seus galhos robustos, respondeu: “Ah, eu vou querer me transformar em um grande trono. Um trono em que se sentarão reis e rainhas por várias gerações… eu quero ser lembrada como o maior trono do mundo…”. A segunda, de galhos maiores e tronco menor, emendou: “Ah, eu vou querer ser uma grande embarcação, navio de muitas velas, para levar reis e rainhas pelos oceanos do mundo, enfrentado os mares e as marés ao redor da Terra”. A terceira árvore, um pouco mais franzina, disse apenas que “queria estar nas casas das pessoas, como um objeto de beleza, de admiração, de orgulho dos homens”. Bom, o tempo foi passando até que um lenhador ao ver as três árvores enfileiradas se pôs a cortá-las, indo uma a uma ao chão. Pouco tempo depois, a primeira árvore que queria se tornar um trono de reis, transformou-se em cocho para animais, e foi colocada em um curral, em que bois, carneiros e cavalos vinham todos os dias comer sua dose diária de alimentos. A segunda, que queria se tornar uma grande embarcação, se tornou pequeno barco de pesca, carregando peixes e gente comum debaixo de chuva e sol ardente. Passava as noites na praia, servindo de abrigo para animas da rua. A terceira árvore, que queria entrar na casa das pessoas, foi cortada, se transformou em madeira e ficou esquecida em um canto qualquer. O tempo foi passando, passando, as árvores vivendo sua sorte, até que, um dia, naquela que havia se transformado em um pobre cocho de animais, nasceu um menino, um menino pequenino, que muitos homens vieram de longe para adorá-lo. Os animais também ficaram por horas admirando aquele pequenino que tinha paz de lua nos olhos. E ele nem chorava, apenas seus olhinhos admiravam os bichinhos que se juntavam à sua volta. Poucos anos depois, a árvore que se transformou em um barco de pesca, levou pelos mares da vida um pescador que com suas redes pescava homens. Um dia transportou um homem de olhar triste, que trazia o nascer do sol em seus cabelos. Foi enfrentando a mais densa tempestade na noite escura da alma humana que o barquinho viu o mar se acalmar quando o homem triste apenas ergueu o braço e olhou para o céu. A última árvore, que queria entrar nas casas das pessoas como objeto de admiração, se transformou em uma cruz e nela foi pregado o homem triste, que tinha os olhos de lua e os raios de sol em seus cabelos… Assim são as histórias, assim é o tempo que nos diz, de hora em hora, que nada está terminado e que o dia que nasceu nublado pode terminar ensolarado. E vão as histórias da vida contando o que não aconteceu, sempre recebendo o verso e o sentido que não se escreveu. O universo é do que não foi pensado e viver é mesmo um reinventar diário… e os nossos sonhos são a única coisa que o tempo não pode levar. Petrônio Souza Gonçalves é jornalista e escritor
14/01/2019

General Rêgo Barros será o porta-voz do governo Bolsonaro

Nome experiente

General Rêgo Barros será o porta-voz do governo Bolsonaro

Ele foi decisivo na imagem positiva do ex-comandante do Exército

O presidente Jair Bolsonaro escolheu o general de divisão Otávio Santana do Rêgo Barros para o cargo de porta-voz do governo. Ele confirmou o convite e afirmou que se sente “muito honrado em servir o governo e o Brasil”. Rêgo Barros estava à frente do Centro de Comunicação do Exército e a experiência e o trabalho realizado foram decisivos para a definição. Ele é apontado como um dos principais responsáveis pela imagem positiva do general Eduardo Villas Bôas no Comando do Exército. O general também participou da equipe brasileira na Missão de Paz no Haiti. O novo porta-voz da presidência da República é pernambucano do Recife, nascido em 1º de julho de 1960. Entrou no Exército em 3 de março de 1975, como aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército e foi declarado Aspirante-a-Oficial de Cavalaria em 12 de dezembro de 1981. Seu currículo relaciona impressionante quantidade de cursos e trabalhos publicados, para além de cargos de comando.
14/01/2019

Renegociação de dívidas possibilita retomada de cirurgias cardíacas e hemodiálise no DF

A todo vapor

Renegociação de dívidas possibilita retomada de cirurgias cardíacas e hemodiálise no DF

GDF quitou R$ 15,4 milhões em dívidas referentes ao período entre agosto e dezembro de 2018

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, começou o mandato a todo vapor com duas semanas intensas com quitação e negociação de dívidas junto aos credores da área de saúde e conseguiu retomar as cirurgias eletivas no Instituto do Coração do DF (ICDF) e em clínicas de hemodiálise. O ICDF recebeu R$ 12,3 milhões referente a pagamentos atrasados e deixou de atender apenas situações de emergência para voltar aos agendamentos. De acordo com balanço do Governo do Distrito Federal (GDF), foram 24 cirurgias cardíacas realizadas pelo ICDF nos primeiros 11 dias do ano e o lançamento do SOS DF Saúde levou o total de cirurgias no Instituto Hospital de Base (IHB) para 237 no mesmo período. De acordo com o GDF, a renegociação das dívidas com clínicas e hospitais privados é fundamental para que as entidades voltem a atender em parceria com a Secretaria de Saúde do DF. É o caso de clínicas de hemodiálise, que receberam R$ 3,1 milhões em pagamentos referentes ao período entre agosto e dezembro do ano passado e concordaram em retomar os atendimentos, mas que ainda esperam pela quitação de R$ 4 milhões de outros serviços prestados. O governador, Ibaneis Rocha, garantiu que o pagamento será feito assim que as notas entrarem na diretoria financeira da Secretaria de Saúde e que o objetivo desse esforço inicial é “atender, preferencialmente, os pacientes já internados, que aguardavam as cirurgias nos corredores e enfermarias lotadas”.