Corrupção no BRB

Ativo nas redes sociais, Rollemberg tenta ignorar prisão de ex-presidente do BRB

Vasco Gonçalves (dir.) era dos auxiliares mais próximos do ex-governador

Ativo nas redes sociais, Rollemberg tenta ignorar prisão de ex-presidente do BRB

Rollemberg durante evento do BRB ao lado de Vasco da Cunha Gonçalves, preso pela PF por receber suborno. (Foto: Agência Brasília)

O ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB), que se mostrava tão ativo nas redes sociais para atacar iniciativas do sucessor Ibaneis Rocha (MDB), que o derrotou por 70% a 30% dos votos válidos, nesta terça-feira (29) evitou contato com a imprensa e se ausentou da sua conta do Twitter, a fim de não comentar a prisão de um dos mais influentes auxiliares da sua gestão: o ex-presidente do BRB Vasco Cunha Gonçalves. Ele e mais dois diretores do banco foram presos acusados de corrupção passiva, entre outros crimes. Os investigadores estimam que a quadrilha recebeu ao menos R$16,5 milhões em propinas.

Rollemberg divulgou apenas uma nota com duas frase em duas linhas sobre a prisão de Vasco Gonçalves, um dos seus auxiliares mais próximos. Na nota, ele tenta se distanciar das irregularidades alegando que a direção do BRB teve “autonomia administrativa e financeira, sem qualquer tipo de intervenção”. Na frase seguinte, Rollemberg tenta se afastar também das referências a Ricardo Leal, citado nas investigações e suspeito de atuar como seu “operador”, seja lá o que isso signifique, afirmando que ele “nunca foi tesoureiro” de suas campanhas.

Vasco Cunha Gonçalves e os diretores do BRB Nilban de Melo Júnior (Financeiro e de Relações com Investidores) e Marco Aurélio Monteiro de Castro (Serviços e Produtos) foram presos pela Polícia Federal por determinação do juiz federal Valisnei, titular da 10ª Vara Federal de Brasília. Vasco Gonçalves foi recém-nomeado para presidir o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), do governo de Renato Casagrande (PSB), correligionário de Rollemberg.

Aos procuradores da força-tarefa Greenfield, responsável pela investigação na Procuradoria da República no Distrito Federal, o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues, delator do esquema, resumiu assim o funcionamento do banco estatal de Brasília no governo Roillemberg, durante a gestão de Vasco Cunha Gonçalves: “Tudo no BRB é extorquir. Não é depois. Hoje. Qualquer negócio lá tem que ter pedágio. Por isso que o BRB é um banco totalmente – como é que se chama? – inoperante do ponto de vista de mercado. O objetivo lá é cobrar pedágio”.

A nota
É a seguinte a nota de duas frases e duas linhas divulgada pela assessoria do ex-governador Rodrigo Rollemberg:

“Durante o período em que governei o Distrito Federal o BRB teve autonomia administrativa e financeira, sem qualquer tipo de intervenção. Ricardo Leal nunca foi tesoureiro de qualquer campanha eleitoral minha.”

Redação
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