'Ativista do clima'

Aos 16 anos, sueca é indicada ao Nobel da Paz por greve em defesa do planeta

Greta Thunberg se destaca na luta contra as mudanças climáticas

Aos 16 anos, sueca é indicada ao Nobel da Paz por greve em defesa do planeta

“Para quê ir à escola estudar sobre o futuro se estão acabando com ele”, indaga Greta Thunberg

A ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz 2019 por seu trabalho contra as mudanças climáticas. A estudante é idealizadora de uma greve estudantil para pedir ações pelo clima, o #FridaysForFuture.

A informação foi revelada nesta quinta-feira, 14, por um dos três parlamentares noruegueses do Partido da Esquerda Socialista que lançaram a iniciativa.

“Nós nomeamos Greta porque a mudança climática, se não for barrada, será a principal causa das guerras, dos conflitos e do fluxo de refugiados futuros”, afirmou o deputado Freddy Andre Oevstegaard.

Segundo os políticos, “o gigantesco movimento que Greta colocou em ação é uma contribuição muito importante para a paz”.

A jovem sueca se transformou numa figura de destaque na luta contra as mudanças climáticas, e convocou uma “greve mundial” de estudantes nesta sexta-feira, 17, para pedir ações mais concretas para uma luta eficiente contra o fenômeno.

Tudo começou em agosto de 2018, quando Greta Thunberg, com 15 anos de idade, passou a fazer manifestações todas as sextas em frente ao parlamento Sueco cobrando medidas que assegurassem a estagnação da temperatura da Terra em 2ºC e que o acordo de Paris fosse efetivado (emissões e mitigações para o clima).
O seu movimento ganhou força e tomou proporções incríveis entre os jovens.

Estudos apontam que não saímos do lugar, nem mesmo os países de industrialização madura. Gastamos a mesma energia e as mesmas emissões hoje, até um pouco mais, do que em 2015, quando foi assinado o acordo.

“Para quê ir à escola estudar sobre o futuro se estão acabando com ele”, indaga Greta.

Greta realizou um pronunciamento na 24ª Conferência da ONU sobre o clima, realizado em dezembro de 2018, na Polônia.

Redação
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