Alagoas


14/11/2018

Alagoas faltou a encontro em que Bolsonaro pediu apoio de governadores a reformas

Crise em pauta

Alagoas faltou a encontro em que Bolsonaro pediu apoio de governadores a reformas

Luciano Barbosa, que substitui Renan Filho, disse que encontrará presidente eleito no dia 21

Mesmo com o Estado de Alagoas já buscando empréstimo internacional e listado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) entre os 14 estados no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o governador em exercício de Alagoas, Luciano Barbosa (MDB), faltou ao encontro com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que discutiu saídas para a crise na manhã de hoje (14), no Fórum de Governadores Eleitos e Reeleitos, em Brasília (DF). Na reunião com 20 eleitos para os próximos quatro anos de mandato, o presidente pediu apoio político dos governadores para aprovar medidas “um pouco amargas” no Congresso Nacional, para melhorar a situação fiscal nos estados. “Queremos ajudar todo mundo, mas não podemos prejudicar o Brasil. Não tem governador que não tenha deputado e senador no seu time. E precisamos de votos para mudar essas questões no Brasil”, disse o presidente eleito, em entrevista à Rede Record. Luciano Barbosa justificou não ter participado do encontro porque terá que estar em Marechal Deodoro (AL) para realizar a transferência da capital de Alagoas para o município que foi a 1ª capital do estado e berço do proclamador da República. O vice de Renan Filho (MDB), que está de férias, lembrou que tem reunião marcada com o presidente Bolsonaro para o dia 21. E defendeu a saúde fiscal do estado que tem dívida pública bilionária renegociada. “Do ponto de vista fiscal, Alagoas é considerado como estando com um bom resultado, tanto que a classificação de risco para Alagoas é B. Isso dá a Alagoas abertura de crédito no setor financeiro. Só um estado da Federação possui nota A, o estado do Espírito Santo. Teremos uma reunião em Brasília marcada para o dia 21, quando ainda estarei à frente do governo”, disse Luciano Barbosa, ao Diário do Poder. A STN lista Alagoas entre as 14 unidades da Federação no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Os estados com as piores situações são Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. E os demais estados com problemas são Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Sergipe, Acre, Paraíba, Roraima, Paraná, Bahia e Santa Catarina. Bolsonaro ressaltou que foi ao encontro em consideração aos governadores, porque só ficou sabendo da agenda recentemente. Somente um dos nove governadores nordestinos foi à reunião, o petista Wellington Dias, do Piauí, estado que assim como Alagoas possui indicadores sociais e econômicos entre os piores do Brasil.
14/11/2018

Governo transfere capital alagoana para terra do proclamador da República

15 de Novembro

Governo transfere capital alagoana para terra do proclamador da República

Alteração homenageia 1ª capital de Alagoas e Marechal Deodoro da Fonseca

O governador em exercício Luciano Barbosa (MDB) oficializa nesta quinta (15) a transferência da sede do Governo do Estado de Alagoas para o município de Marechal Deodoro (AL). A solenidade tem início às 9 horas no Palácio Provincial e abre as comemorações aos 129 anos da Proclamação da República. A medida administrativa é prevista na Constituição Estadual de Alagoas e homenageia a 1ª capital alagoana, ainda na época da província, bem como celebra a história do proclamador da República e primeiro presidente do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca. O município de Marechal Deodoro é localizado na região metropolitana de Maceió. Foi fundada em 1611 com o nome de povoado de Vila Madalena de Subaúma. Foi a primeira capital da província de Alagoas, entre 1817 e 1839, quando a sede administrativa da província passou a ser Maceió. Em 1939, a cidade recebeu o nome atual, em homenagem ao proclamador da República. Programação A solenidade inicia com a chegada do governador de Alagoas em exercício, que deposita a coroa de flores no busto de Marechal Deodoro e hasteia bandeiras. Às 9h30 será realizado o rito de transmissão da sede do Governo do Estado para Marechal Deodoro, no Salão de Despachos do Palácio Provincial. A programação será encerrada com Desfile Militar e das Filarmônicas do município, seguido do cortejo até a Casa de Marechal. Confira a Programação Completa 9:00 – Chegada do Governador 9:15 – Depósito da Coroa de Flores no Busto de Deodoro 9:20 – Hasteamento dos Pavilhões 9:30 – Rito de Transmissão da Sede do Governo 10:00 – Desfile Militar e das Filarmônicas 10:30 – Cortejo até a Casa de Marechal Deodoro Anualmente, a data é marcada por atos cívicos e inaugurações de obras. O vice Luciano Barbosa ocupa a titularidade do cargo do governador reeleito, porque Renan Filho está de férias desde o último sábado (10).
14/11/2018

Juiz determina retirada de food trucks irregulares das vias de Maceió, em até 30 dias

Ação do MP

Juiz determina retirada de food trucks irregulares das vias de Maceió, em até 30 dias

Antônio Dórea considerou abusivo uso privativo das áreas públicas da capital alagoana

O juiz Antônio Emanuel Dórea decidiu na última sexta-feira (9) acatar a ação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL) e determinar que a Prefeitura de Maceió fiscalize efetivamente e retire em até 30 dias os food trucks de todos os comerciantes que não tenham permissão de uso e vendam, irregularmente, alimentos em vias públicas. A 66ª Promotoria de Justiça alegou na ação que a Prefeitura de Maceió foi omissa ignorando ocupações indevidas de áreas públicas, quando a fiscalização e o cumprimento da Lei Municipal 6.633/17 por parte da Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social seria indispensável. O juiz Antônio Dórea considerou abusivo o uso privativo das áreas públicas pelos food trucks desvirtuando a finalidade da lei citada. “Os comerciantes abusaram do seu direito de uso democrático e inclusivo do espaço público, com a conivência do réu [no caso o Município] que se absteve de fiscalizar as áreas ocupadas”, disse o magistrado. Segundo o MP de Alagoas, a permanência dos food trucks viola o direito de ir e vir e também de permanência de parte da maioria dos munícipes em vias públicas, causando transtornos sociais. E a ação destaca entre agravantes o não recolhimento obrigatório dos veículos ao final do expediente. “O foco da ação foi realmente a ocupação indevida pelos food trucks, de forma estacionária e permanente, espalhados pela cidade de Maceió há anos e sem qualquer fiscalização. Aliás, dentre as maiores preocupações da 66ª Promotoria de Justiça da Capital destacam-se as diversas espécies de ocupação irregular de áreas públicas nesta Capital, sem as efetivas ações do Poder Público para coibi-las, como é o caso dos food trucks, embora vigente a Lei Municipal 6.633/2017 há 564 dias, contados da data de hoje, 13 de novembro de 2018”, disse ontem o promotor de Justiça Antonio Jorge Sodré Valentim de Souza. Em sede de tutela antecipada, o MP requereu que, além da retirada, a Prefeitura identificasse, listasse, localizasse e apresentasse aos autos a relação dos respectivos veículos automotores com reboque. E o juiz disse que o Município apesar de devidamente citado, não apresentou defesa no processo. (Com informações da Ascom MP/AL)
14/11/2018

TSE cassa mandato de Ciço na Câmara Federal por infidelidade partidária

Fim de carreira

TSE cassa mandato de Ciço na Câmara Federal por infidelidade partidária

Deputado alagoano desfiliou-se do PRTB sem justa causa, após ser eleito pela sigla

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) jogou uma pá de cal na carreira política do ex-prefeito com maior votação nominal e proporcional da história da capital alagoana, ao cassar o mandato do deputado federal Cícero Almeida, o Ciço (PHS-AL), na sessão desta terça-feira (13). A decisão por maioria acolheu duas petições do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), sigla pela qual Ciço foi eleito em 2014. E teve como fundamento principal a violação à proibição legal de desfiliação partidária sem justa causa. O PRTB obteve sucesso ao alegar que, em 30 de setembro de 2015, Almeida comunicou ao juiz eleitoral sua desfiliação da sigla, com posterior ingresso no Partido Social Democrático (PSD), sem apresentar motivo plausível para a troca de legenda. Segundo o ministro do TSE Jorge Mussi, que apresentou seu voto-vista na sessão desta terça, as alegações apresentadas pela defesa do deputado federal não foram capazes de comprovar a justa causa. “Como se sabe, no processo de perda de cargo eletivo por desfiliação sem justa causa, recai sobre aquele que se desfiliou do partido político o ônus de demonstrar a ocorrência da justa causa”, disse Mussi. De acordo com o artigo 22-A da Lei nº 9.9096/1995 (Lei dos Partidos Políticos), perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa causa, do partido pelo qual foi eleito (parágrafo acrescido pelo art. 3º da Lei nº 13.165/2015). Ainda segundo a norma, consideram-se justa causa para a desfiliação partidária somente as seguintes hipóteses: mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato vigente. Decadência O político que passou de fenômeno de votos a político nanico, em uma década, ao não conseguir sequer um mandato de deputado estadual nas eleições de outubro deste ano, tem como marcas os 319.831 votos e nada mais que 81,49% dos votos válidos que o reelegeram prefeito de Maceió (AL), em 2008. Antes de ser derrotado na Justiça Eleitoral, o ex-prefeito não conseguiu se eleger prefeito de Maceió pelo MDB, em 2016, com o apoio do governador Renan Filho e do então presidente do Senado, Renan Calheiros, ambos emedebistas. E ainda foi derrotado na tentativa de obter uma das 27 vagas da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), ficando na sétima suplência, escolhido por apenas 8.405 eleitores, 0,56% dos votos válidos. Uma votação 38 vezes menor que seu maior resultado, de uma década atrás. Ciço fez mais de dez trocas de partido e também não conseguiu eleger seu filho Marcos Almeida (PHS) como sucessor na Câmara dos Deputados, no mês passado. Ainda que em decadência política, a trajetória pessoal de Ciço impressiona, para quem nasceu pobre em Maribondo, no interior de Alagoas, vendeu picolé, foi cobrador de ônibus e motorista de táxi na capital alagoana, e teve impulsionada a carreira política depois de ser repórter de programa policialesco na TV Alagoas. E se tornou vereador em Maceió, deputado estadual e prefeito duas vezes da capital alagoana, antes de ser eleito para a Câmara dos Deputados, em 2014. (Com informações do TSE)
14/11/2018

Após OEA criticar abate de 11 do ‘novo cangaço’, deputados elogiam polícia alagoana

Tolerância zero

Após OEA criticar abate de 11 do ‘novo cangaço’, deputados elogiam polícia alagoana

Comissão Interamericana de Direitos Humanos vê indícios de execução extrajudicial, em Santana do Ipanema

Um dia depois de a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) citar a Operação Cavalo de Troia no relatório que encerrou sua visita ao Brasil para observar a situação dos direitos humanos no país, a sessão desta terça (13) na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas (ALE) foi marcada por elogios de deputados estaduais à atuação dos policiais que participaram da ação deflagrada no Sertão alagoano, na última dia quinta (8). A operação resultou na morte de 11 acusados de assaltar bancos no bando conhecido como o “novo cangaço” do Nordeste, com uso de explosivos e armamento pesado apontado para reféns. O órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou em seu relatório da visita riscos de que o discurso de tolerância zero contra o crime organizado possa reforçar métodos maquiavélicos na segurança pública, com execuções extrajudiciais. E cobrou investigação rigorosa e esclarecimentos da ação numa casa tomada pelos criminosos na zona rural de Santana do Ipanema (AL), além de recomendar que o Estado brasileiro amplie o controle da atividade policial, para garantir o respeito ao uso proporcional da força. No plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas, o deputado Gilvan Barros Filho (PSD-AL) exaltou a bravura de homens e mulheres da Polícia Civil de Alagoas que participaram da investigação que desarticulou o bando que tinha extensa ficha policial com diversos crimes. E destacou que os agentes de segurança colocaram a própria vida e a de seus familiares em risco, uma vez que ainda restam integrantes da organização criminosa. “A quadrilha extremamente perigosa aterrorizava os locais por onde passava, fazia de seres humanos seus escudos e a polícia, numa intensa troca de tiros, neutralizou do convívio da sociedade”, disse Gilvan Barros Filho. Os deputados Dudu Hollanda (PSD-AL) e Bruno Toledo (PROS-AL) reforçaram o pronunciamento. “Temos que reconhecer o trabalho desse bravos policiais alagoanos que enfrentaram essa quadrilha perigosa que agia em todo Norte e Nordeste. Todos eles condenados e procurados pela polícia”, afirmou Hollanda. “Pela ação enérgica, que conseguiu eliminar do seio da sociedade brasileira 11 elementos que faziam um desserviço para ordem pública. Elementos que, pela ficha corrida, já demonstram a periculosidade”, destacou Toledo. Refém na própria casa Nesta terça, a dona da casa invadida pelo bando prestou esclarecimentos à polícia, na sede da Delegacia Especializada de Investigações e Capturas (Deic). E revelou que foi colocada em um quarto da casa, entre 4h da manhã da quinta, quando sua residência foi tomada, até o final da manhã, quando foi libertada e ameaçada para não contar nada à polícia. E escapou do cerco, por uma diferença de cerca de seis horas até o banho de sangue. O delegado Fábio Costa, coordenador da Deic, divulgou o organograma da organização criminosa que afirma ter recebido os policiais com tiros, no local em que foram apreendidos explosivos, armas, munição e dinheiro atribuído ao assalto no dia anterior, em Águas Belas (PE), quando o grupo foi filmado fugindo com reféns e fortemente armados. Confira: Apresentação sobre a Operação Cavalo de Troia. E veja o trecho do relatório da visita da CIDH ao Brasil que cita o a operação em Alagoas: Em particular, o discurso da tolerância zero ou mão dura na luta importante contra o crime e o crime organizado pode fortalecer concepções incompatíveis com padrões internacionais de que os fins justificam os meios em segurança pública. Padrões adequados de segurança cidadã exigem que se denuncie, processe e castigue quaisquer abusos do poder policial. A experiência mostra que a exacerbação desses discursos fortalece o risco de aumento das execuções extrajudiciais. Durante a semana da visita da CIDH no Brasil, identificamos um episódio que deve ser investigado com rigor pelas autoridades, com a morte de 11 membros de um grupo criminoso que tinham participado em um assalto a uma agência bancária, em Santana do Ipanema (AL), pela Polícia Civil de Alagoas. Não houve nenhum policial ferido. A CIDH alerta para indícios de execuções extrajudiciais e espera que as circunstâncias sejam esclarecidas de maneira rápida e diligente. A CIDH recomendou que o Estado brasileiro amplie os mecanismos de controle da atividade policial, para garantir que atuem dentro do marco do respeito pelo uso proporcional da força.
14/11/2018

Futuro governo age contra ameaça da candidatura de Renan no Senado

#RenanNão

Futuro governo age contra ameaça da candidatura de Renan no Senado

Presidente do Senado precisa ter 'ficha limpa', diz Flávio Bolsonaro

O futuro governo se articula contra eventual candidatura à presidência do Senado de Renan Calheiros (MDB-AL), um aliado do PT e do presidiário Lula. Flávio Bolsonaro (PSL), o mais votado senador do Rio de Janeiro, filho do presidente eleito disse ontem que o futuro presidente da Casa “precisa ter ficha limpa”, o que não é o caso do alagoano, que “ainda responde a muitas acusações em aberto”. Ele se referia a ao menos 13 investigações em curso contra aliado de petistas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Do alto de 4,3 milhões de votos, Flávio Bolsonaro adverte que Renan quer “atropelar os novos senadores antes que eles cheguem”. O senador Flávio Bolsonaro diz que acabou no Brasil “a prática de criar dificuldades para extorquir o presidente em busca de cargos”. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, que sinaliza apoio a Bolsonaro, será chamado a agir com a firmeza que se espera de um aliado. O recado para Kassab é claro: se o PSD quer apoiar o futuro governo, o senador Otto Alencar (BA) deve desembarcar da canoa de Renan.
13/11/2018

Médico denuncia ‘aberração’ na quitação de precatórios e TJAL esclarece pendências

Desrespeito à fila

Médico denuncia ‘aberração’ na quitação de precatórios e TJAL esclarece pendências

Dívida seria de R$ 5,5 milhões, em 2013; mas foi recalculada para R$ 691,5 mil, em 2014

Enquanto o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) celebra a eficiência de ter liberado R$ 80 milhões em precatórios nos últimos dois anos, o cirurgião cardiovascular Hemerson Casado Gama denunciou que famílias como a sua vivem sofrendo, tristes e indignadas, há mais de 20 anos esperando pelo pagamento das dívidas por parte do Estado de Alagoas. O médico denunciou que sua mãe de 82 anos, Solange Casado Gama, esperava um pagamento na 25ª posição da fila e deixou de receber porque 75 credores passaram à sua frente. Além disso, a dívida seria de R$ 5,5 milhões, em 2013; mas foi recalculada para R$ 691,5 mil, em 2014. O TJAL esclarece que há pendências quanto ao cálculo do valor a receber em nome do espólio do pai do médico ativista com esclerose lateral amiotrófica (ELA), Aroldo Gama da Silva, falecido em 1996; bem como há indefinição jurídica sobre a divisão do valor entre os herdeiros. No desabafo de Hemerson Casado publicado em uma rede social, o médico fala que sua família passa necessidades por causa do crédito a receber há cerca de 40 anos, desde que seu pai teve uma casa desapropriada pela Prefeitura de Maceió para dar lugar a uma avenida. Hemerson Casado lembra que a Lei dos Precatórios sofreu intervenção por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) obrigou o recálculo de todos os precatórios que já estavam na extensa lista do TJ de Alagoas. “Essa é uma incongruência terrível entre os contadores da Prefeitura e do Tribunal de Justiça do Estado. O ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, aportou em Maceió com sua tropa de contadores e, num passe de mágica, determinou a redução de 90% do valor que tínhamos direito de receber. Minha mãe ficou privada de muitas coisas. O Tribunal de Justiça de Alagoas precisa ter a sua independência respeitada. Temos o dever de pagar as nossas contas, sob pena de ter serviços básicos cortados. Mas o governo tem o direito de pagar quando quer, causando sofrimento e humilhação”, protestou o médico, através de sua assessoria. Ele ainda chama de irresponsabilidade o fato de sua mãe de 82 anos ter sido alvo do que chamou de aberração, ao deixar de ser prioridade na fila. “Um verdadeiro crime”, condenou. O CNJ determina que os repasses sejam feitos pelos tribunais dos estados e do Distrito Federal em ordem cronológica. E a Câmara dos Deputados instituiu comissão especial para discutir a criação de um regime especial de pagamento de precatórios, com prazo máximo de dez anos. “Espero que o Tribunal de Justiça de Alagoas tenha o zelo de apreciar essa matéria com muita sensibilidade e senso de justiça. A minha confiança na justiça é total e não medirei esforços para lutar pelos direitos da minha família para reaver cada centavo em honra da história do meu nobre e saudoso pai”, finalizou Hemerson Casado, que disputou eleição em outubro e não conseguiu se eleger deputado federal. Insegurança jurídica O Diário do Poder pediu esclarecimentos sobre a denúncia e o Setor de Precatórios do TJAL enviou a seguinte resposta: Em relação aos cálculos, a questão é a seguinte: 1. As informações solicitadas versam acerca de requisição de pagamento expedida em nome de SOLANGE CASADO GAMA, JOSÉ AROLDO CASADO GAMA, LUCIANA MOUSINHO LUCENA GAMA, HUMBERTO CASADO GAMA, HEMERSON CASADO GAMA, HELVIO CASADO GAMA e ADRIANA MARIA DO NASCIMENTO GAMA. 2. No caso em exame, o precatório nº 0001410-14.2013.8.02.0000 foi recebido na Diretoria de Precatórios em 31/01/2013, com o valor de R$ 5.573.226,22 (cinco milhões, quinhentos e setenta e três mil, duzentos e vinte e seis reais e vinte e dois centavos) atualizado até 14/07/2011. 3. Ocorre que, durante a correição realizada pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ – no Setor de Precatórios desta Corte de Justiça – em junho de 2014, constataram-se no referido requisitório alguns erros materiais referentes aos cálculos originariamente apresentados, quais sejam: juros compensatórios compostos, sem autorização no título judicial para tal procedimento; incidência de juros com anatocismo (juros sobre juros); além da aplicação de juros de mora no período em que não eram devidos. 4. Assim, apontou o próprio CNJ que o valor realmente devido aos credores, atualizado em 1º de junho de 2014, seria de R$ 691.517,85 (seiscentos e noventa e um mil, quinhentos e dezessete reais e oitenta e cinco centavos). 5. Cumpre frisar que a atualização efetuada obedeceu rigorosamente aos parâmetros que deram origem à requisição, alterando-se apenas a forma de cálculo dos juros compensatórios, que passou de juros compostos para juros simples, por não haver a previsão daquele no título judicial que deu origem ao requisitório. 6. Consoante se infere, em momento algum há a autorização para a aplicação de juros compensatórios compostos, nem poderia, haja vista o disposto no art. 15A do Decreto-Lei n.º 3.365/1941 (que dispõe sobre desapropriações por utilidade pública), que veda o cálculo de juros compostos. 7. Há que destacar que as próprias partes, no inventário nº 0001697-33.119.8.02.0001, em trâmite na 21ª Vara de Sucessões, avaliaram o imóvel desapropriado em R$ 50.000,00, embora pretendam receber um valor de mais de 12 milhões por ele. 8. Em relação ao não pagamento: mostra-se temerosa a expedição de alvará para pagamento do precatório sem que haja definição expressa pelo juízo da execução ou do inventário acerca do pertencimento ou não destes valores ao espólio de AROLDO GAMA DA SILVA, bem como sem que haja explícita divisão da quantia que cabe a cada um dos credores, já que o título executivo não foi expresso e os quinhões hereditários não são necessariamente iguais, como, inclusive, consta na proposta de partilha apresentada pelas partes no inventário. 9. Como se não bastasse, caso efetivamente o bem pertença ao espólio, o pagamento da requisição, no momento, implicaria na ausência de recolhimento do ITCD, com prejuízo do interesse público, e a possibilidade de pagamento apenas após a juntada formal de partilha, nos termos da Resolução 115/2010 do CNJ. 10. Em resumo, foi reservado o dinheiro suficiente para pagamento do precatório, caucionando-se o valor em conta aberta especificamente para os requerentes, até que eles regularizem a situação de representação do espólio, dizendo quem são os herdeiros e quanto é devido a cada um deles. 11. Como o dinheiro já está reservado para eles e apenas não foi liberado, podem ser pagos os demais credores segundo a ordem cronológica.  
13/11/2018

Servidores de Maceió recuam e suspendem greve que já durava quatro meses

3% de reposição

Servidores de Maceió recuam e suspendem greve que já durava quatro meses

Prefeitura cumpre limites da LRF e sindicalistas prometem parar por reajuste em janeiro 2019

Os servidores públicos municipais de Maceió (AL) decidiram hoje (13) encerrar a greve que durava quase quatro meses, mesmo depois de o prefeito Rui Palmeira (PSDB) ter justificado que não poderia avançar além dos 3% de reposição salarial concedidos, assim como as oito capitais que concederam aumento salarial neste ano. A Prefeitura de Maceió comunicou em nota que ccumpre a proposta ofertada durante as negociações, pagando o reajuste salarial de 3%, estabelecido dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “O Município buscou o equilíbrio entre a pauta dos sindicatos e o que a Prefeitura pode conceder sem comprometer a administração, principalmente no que diz respeito ao pagamento pontual da folha salarial”, diz a nota. A greve havia começado em 17 de julho deste ano e a categoria mantinha a mobilização dentro do percentual de manutenção dos serviços de 50% dos servidores administrativos e 75% da educação. A categoria decidiu retornar ao trabalho a partir da próxima segunda-feira (19), e ainda deve informar oficialmente à Justiça e à Prefeitura de Maceió sobre a decisão. Havia A greve era considerada legal pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Os trabalhadores pretendiam receber 15,41% de reposição salarial acumuladas com base na inflação registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos anos de 2014, 2015, 2016 e 2017. Insatisfação O recuo na luta por melhoria salarial não representa um gesto de que a categoria esteja satisfeita. Por isso, sindicalistas deve se reunir na segunda-feira (19) para planejar a campanha salarial de 2019. O presidente do Sindicato dos Servidores Público do Município de Maceió (Sindspref), Sidney Lopes, avisou que a categoria deve parar, já no início de janeiro, se não houver reajuste no mês que é data-base, em 2019. “Nós entendemos que esse momento é recuar. Porém, a partir de segunda-feira já nos organizamos para definir a data base de 2019”, concluiu Maria Consuelo Correia, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Alagoas (Sinteal), em entrevista à Gazetaweb.  
13/11/2018

Vice-governador é empurrado para disputa de Arapiraca, para favorecer tio de Renan Filho

Eleição permanente

Vice-governador é empurrado para disputa de Arapiraca, para favorecer tio de Renan Filho

Luciano Barbosa diz não cogitar cargos, e Olavo pode presidir ALE para se tornar governador

Reeleito na chapa ‘puro sangue’ do MDB junto com o governador Renan Filho, o vice-governador de Alagoas Luciano Barbosa já está sendo empurrado para a disputa pelo cargo de prefeito de Arapiraca (AL), antes mesmo de tomar posse para seu segundo mandato. No exercício da titularidade do governo de Alagoas desde sábado (10), enquanto o governador tira férias, Luciano diz não ventilar a hipótese de disputar eleição em 2020, para prefeito, ou em 2022, para governador. Mas já existe estratégia a favor e contra as duas hipóteses. Apesar de contar com o deputado estadual reeleito Ricardo Nezinho (MDB-AL) para a disputa pela prefeitura de seu reduto eleitoral, em Arapiraca, o governador em exercício Luciano Barbosa tem sido citado em estratégias que pretendem retirá-lo da perspectiva de retorno ao cobiçado cargo de secretário da Educação do Estado, com a promessa de apoio para reassumir o comando do Executivo de Arapiraca. O maior incentivo para ver Barbosa prefeito vem de articuladores da candidatura de Olavo Calheiros (MDB-AL) para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas (ALE). Porque o fortalecimento do tio do governador para suceder Renan Filho só seria possível com a vitória do vice-governador em 2020, em Arapiraca, saindo da linha sucessória e garantindo a ascensão de Olavo ao cumprimento de pelo menos oito meses de mandato como governador, caso o sobrinho resolva renunciar obrigatoriamente para disputar o Senado ou a Presidência da República, seis meses antes do pleito de 2022. “No momento, eu não ventilo a hipótese de ser candidato a qualquer cargo. No momento, a minha responsabilidade me manda estar ao lado do governador Renan Filho e ajudá-lo a governar Alagoas, aceitando a missão que ele me confiar”, disse Luciano Barbosa, ao ser questionado sobre tais hipóteses, pelo Diário do Poder. O deputado estadual Olavo Calheiros ainda não admite oficialmente sua candidatura a presidente da ALE, mas articuladores do Palácio já articulam sua eleição junto a deputados novatos e parte dos reeleitos. Mas a maioria dos deputados reeleitos já sinaliza que não vai contribuir para se tornar refém do fortalecimento do clã Calheiros, que prevê como plano B entregar a Olavo Calheiros o cargo vitalício de conselheiros do Tribunal de Contas de Alagoas.
10/11/2018

Aos 84 anos, Gazeta de Alagoas deixa de ser jornal diário e será semanal

Novo ciclo

Aos 84 anos, Gazeta de Alagoas deixa de ser jornal diário e será semanal

Direção do jornal explica mudança como evolução natural da comunicação e do jornalismo

Após 84 anos levando informações todos os dias aos milhares de leitores alagoanos com o lema ‘Evoluindo a informação’, a Gazeta de Alagoas anunciou que deixa de circular sua versão impressa diária, para passar a atuar com circulação de edições semanais, sempre aos sábados. A notícia foi publicada em nota aos leitores e anunciantes, na capa da edição deste sábado (10). E a direção do jornal explica a mudança como uma evolução natural dos meios de comunicação que estão transformando completamente o jornalismo. Ao comunicar estar dando um passo à frente para manter o contato e a confiança do leitor alagoano, a direção da Gazeta de Alagoas anunciou que a nova plataforma impressa será adicionada à plataforma digital já existente, o site Gazetaweb, que se atualizará ainda mais para oferecer ao leitor moderno de um mundo on-line todas as notícias do Brasil e do planeta em tempo imediato e confiável. “Ou seja, estaremos com nossas duas versões de mídia mais dinâmicas e mais modernas, seguindo a tendência dos principais jornais de todos os países. Com isso, temos a certeza de continuar contando com seu hábito diário de leitura na Gazetaweb, cujo acesso está cada vez mais facilitado, e ainda com a tradição da leitura do jornal impresso, também na versão digital, desta feita com mais tranquilidade e reflexão”, disse a direção da Gazeta, na nota. A direção do jornal também afirma que os anunciantes terão toda a facilidade e amplitude nas duas plataformas. E avaliam que passarão a oferecer a divulgação dos produtos e serviços de maneira mais adequada, direta e certeira. “Saudamos a todos — leitores, anunciantes e profissionais da comunicação — pelos novos horizontes e os renovados ares da nossa Gazeta de Alagoas. Como disse o editorialista do jornal britânico The Independent, quando transformou sua publicação para a versão digital, “um capítulo se encerra. mas outro se abre, e o espírito do jornal continuará a florescer”, conclui a nota. O Diário do Poder apurou que uma reunião foi marcada para a próxima segunda-feira (12), entre a empresa e os profissionais do jornal. E a expectativa é de que boa parte da mão de obra seja aproveitada por outros veículos da Organização Arnon de Mello, de propriedade da família do senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC-AL). Jornalistas de outros veículos de imprensa e integrantes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas se organizam para um ato em defesa da circulação diária da Gazeta de Alagoas, na manhã da próxima segunda. E o sindicato publicou nota sobre a modificação. Leia a nota completa da direção do jornal: AOS LEITORES E ANUNCIANTES Não podia ser diferente! Em tempos globalizados, na era digital e no mundo do tempo real, a Gazeta se transforma, inova e se renova. É a evolução natural dos meios de comunicação. em que o jornalismo está sendo completamente transformado. A partir desta semana, a versão impressa do nosso jornal deixará de ser diária e passará a ser semanal, com publicação sempre aos sábados, com nova formatação e novos conteúdos. Manteremos a mesma qualidade da natureza informativa — com o resumo dos principais fatos e notícias da semana —, somada ao caráter opinativo mais reforçado e diversificado nas análises dos acontecimentos. É o passo adiante no processo de melhor atender ao leitor. A nova plataforma impressa vem se adicionar à plataforma digital já existente, a Gazetaweb, que se atualizará ainda mais para trazer, como requer o leitor moderno de um mundo on-line, todas as notícias do Brasil e do planeta em tempo imediato e confiável. Ou seja, estaremos com nossas duas versões de mídia mais dinâmicas e mais modernas, seguindo a tendência dos principais jornais de todos os países. Com isso, temos a certeza de continuar contando com seu hábito diário de leitura na Gazetaweb, cujo acesso está cada vez mais facilitado, e ainda com a tradição da leitura do jornal impresso, também na versão digital, desta feita com mais tranquilidade e reflexão. Essa é a melhor opção no sentido de mantermos o contato com você e a confiança do exigente leitor alagoano. Da mesma forma, nossos anunciantes terão toda a facilidade e amplitude nas duas plataformas, que, a partir de agora, oferecerão, de maneira mais adequada, direta e certeira, a divulgação de seus produtos e serviços. Saudamos a todos — leitores, anunciantes e profissionais da comunicação — pelos novos horizontes e os renovados ares da nossa Gazeta de Alagoas. Como disse o editorialista do jornal britânico The Independent, quando transformou sua publicação para a versão digital, “um capítulo se encerra. mas outro se abre, e o espírito do jornal continuará a florescer”. Veja a nota do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas clicando aqui.