Hildeberto Aleluia

A esquerda e a direita

A esquerda e a direita

Tudo e todos que não estiverem alinhados do ponto de vista politico, social e filosófico com as ideias de esquerda é automaticamente considerado de Direita pelos profetas da Esquerda. Nessa designação cabem os militares e os filósofos que pensam o contrário ou ainda aqueles que advogam o banimento total do pensamento de esquerda. A estes vai a designação de extrema direita.

Na realidade, sob o manto de uma sociedade igualitária a Esquerda odeia mesmo é o capitalismo e a livre iniciativa. Ela advoga o Poder do Estado como o altar aonde todos devem se curvar. Tal qual a monarquia absoluta. Mas é sob a égide da chamada “esquerda democrática” que os socialistas e comunistas costumam triunfar. Se apoderam do Estado e depois esmerilham a propriedade privada os direitos individuais.

Pesquisando o tema encontrei:

– O conceito de direita “varia entre sociedades, épocas históricas, sistemas políticos e ideologias. De acordo com o The Concise Oxford Dictionary of Politics, nas democracias liberais, a direita política se opõe ao socialismo e à socialdemocracia. Os partidos de direita incluem conservadores, democratas-cristãos, liberais e nacionalistas e os da extrema direita incluem nacional-socialistas e fascistas”.

A Esquerda colocou nesse balaio ideológico todos aqueles que pensaram e pensam o capitalismo, o mercado e a livre iniciativa. Pasmem, o cristianismo foi junto. Ela se isolou de tudo aquilo que não esteja ligado ao seu discurso radical, totalitário e hegemônico; ela se divide em muitas correntes. No Poder se irmanam e comungam de uma única fé: a ditadura do proletariado.

Eles têm horror ao capitalismo. Com essa bandeira, a partir da URSS se instalaram mundo a fora. A Esquerda só é democrática enquanto não chega ao Poder. Lá se instalando desaparece todos os vestígios de convivência com o contrário.

É muito mais rica, criativa e alentadora a obra dos pensadores de direita. Se dúvida mergulhe na obra daquele que é tido como o primeiro a olhar o capital e o mercado, e fundamentar suas ideias num pensamento conciso que deu origem à filosofia de direita: Adam Smith (1723-1790).

Adam Smith foi um filósofo e economista britânico nascido na Escócia. Teve como cenário para a sua vida o atribulado Século das Luzes, o século XVIII. É o pai da economia moderna, e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. Sua obra é estupenda.

Uma Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, mais conhecida simplesmente como A Riqueza das Nações é a obra mais famosa de Adam Smith. Composta por 5 livros, foi publicada pela primeira vez em Londres em março de 1776, pela casa editorial de William Strahan e Thomas Caldell.

Tal como a Esquerda, a Direita também tem milhares de teóricos que se dedicaram a pesquisar, estudar e fundamentar seu pensamento. Não seria exagero afirmar que a obra literária da Direita é muito mais fundamentada. Inclusive entre nós brasileiros.

Temos grandes pensadores de Direita hoje totalmente ignorados. Temos grandes pensadores, católicos, como o Gustavo Corção por exemplo. Temos o Roberto Campos, cuja genialidade ultrapassou nossas fronteiras. Mas não temos uma Escola onde se cultuem esses valores. A Esquerda criou o monopólio do pensamento político no Brasil e invadiu da Igreja à Universidade. Passando pela Mídia. Cá entre nós, a Direita foi burra quanto a essa lacuna.

Desde a era Itamar-FHC a Esquerda tem a pauta do Brasil. Por trás de cada causa existe um pensamento estruturado, refletido em seguimentos minoritários da nossa sociedade. Por mais de trinta anos estes seguimentos possuem representantes no Congresso Nacional que moldaram jurídica e economicamente o nosso modelo de Estado. Não se desmonta esta estrutura com discursos.

Um novo governo foi eleito apelando para a consciência do individuo e milagrosamente deu certo. Mas é pouco, muito pouco, para se avançar numa pauta liberal. Até porque alguns seguimentos que apoiam esse novo governo, os evangélicos por exemplo, não se sabe direito o que desejam e qual modelo de Estado imaginam. Os evangélicos têm sua pauta de acordo com seus dogmas: contra o aborto, contra a ideologia de gênero e sua ferrenha e consolidada fé em Deus. Trata-se de uma pauta puramente cristã.

Se olharmos para o seguimento católico desconhecemos sua defesa num modelo de Estado. Dividido, o catolicismo navega em várias correntes políticas. Seu grupo que apoia a Esquerda, como a turma da Teologia da Libertação, tem clareza de pensamento ideológico no modelo totalitário de Estado, ou o chamado socialismo democrático, bolivariano.

A Esquerda tem seu modelo de pensamento disseminado em todos os grupos de poder da sociedade brasileira, abrangendo do ensino ao setor econômico e financeiro e até no judiciário. A Esquerda durante esses trinta anos não encontrou um pensamento de Direita estruturado enquanto ideologia. Só temem, ao que parece, o setor militar. Daí o combate ao recrutamento de militares para o núcleo de administração do novo governo.