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Apelo no avião

O saudoso Olavo Drummond, que foi ministro do TCU, era diretor da Vasp quando, em um vôo, descobriu que o banqueiro Olavo Setúbal estava na classe econômica. Convidou-o a se transferir para a primeira classe, que havia na época.

- Paguei pela classe econômica – declinou Setúbal – estou bem aqui.

- Você tem que ir – apelou Drummond – Se o avião cair, todo mundo vai pensar que o Olavo que morreu na primeira classe era você e não eu...

Cumplicidade cavalar

O então presidente nacional da OAB, Roberto Busato, concedia entrevista ao Canal Rural, quando a repórter indagou se ele acreditava que o então presidente Lula sabia do mensalão e das estrepolias do ex-ministro José Dirceu. Depois de observar que Lula e Dirceu eram “carne e unha”, sacou um ditado de antigos fazendeiros do Sul, onde nasceu, para reforçar sua avaliação de que Lula sabia do esquema:

- Cavalo se coça com cavalo...

Corre, Suplicy, corre

O então senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se dirigia à TV Globo em São Paulo, onde participaria do programa “Mais Você”, quando ficou preso no trânsito. Preocupado com a hora, porque afinal o programa era ao vivo, ele não contou conversa: saiu do carro e foi correndo até a televisão. Um petista correndo no meio da rua, nestes tempos de mensalão? O senador Forest Gump fez o percurso ouvindo gracejos:

- Tá correndo de quem?

- Pega!

Malícia política

Implacável líder da UDN, Carlos Lacerda interpelou ACM, da corrente “Chapa Branca” do partido, sobre uma visita dele ao “inimigo”, o presidente JK. Ele confirmou o papo às dez da manhã e observou, cheio de malícia:

- ...antes de mim, esteve por lá, às sete horas, o Magalhães Pinto.

Referia-se ao próprio presidente da UDN. “A raiva de Lacerda passou para o outro Magalhães”, diverte-se ele, ao lembrar o caso no livro “ACM fala de JK”.

Insetos e política

Governador de São Paulo, Franco Montoro era conhecido pelas gafes, por confundir nomes e pessoas. Certa vez, em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, ele reconheceu um político do interior conhecido por Mosquito. Simpático, abraçou o homem e, após os cumprimentos, ficou em silêncio. Não se lembrava do nome, nem do seu município. Perguntou:

- Como é que está sua cidade, Formiga?

O Fusca é o mesmo

Remexendo uns papéis, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) encontrou o recorte de uma coluna de Danuza Leão, de 1993, noticiando uma visita de Lula a Brasília, tendo sido recebido no aeroporto por ele, ex-reitor da UnB, em seu Fusquinha. O senador, que ainda conserva o carro, acha que o ex-operário mudou muito:

- Lula já não aceita carona em fusquinhas...

Santa paciência

O amigo lobista do então ministro da Fazenda Antônio Palocci, Vladimir Poleto jurava na CPI dos Correios que não disse o que de fato afirmou ao jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja, detalhando suas relações com o poderoso ministro de Lula, quando o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), crédulo, passou a defendê-lo. Heráclito Fortes (PI) não perdeu a piada:

- Heloisa Helena é do PSOL e o senador Suplicy é do PCÉU. Ele acredita em milagre!

Porqueira de advogado

Em conferência no IX Congresso Brasiliense de Direito Constitucional, anos atrás, a ministra Cármen Lúcia, que atualmente preside o Supremo Tribunal Federal, defendia a Federação e culturas regionais quando, bem humorada, lembrou de um ex-aluno que queria ser advogado para ganhar dinheiro e conhecer Miami. E exclamou, bem humorada:

- O porqueira não conhece Mariana e queria ir para Miami!

Arrancou risadas das seiscentas pessoas da plateia.

Boi bandido

Quando foi relator da CPI dos Correios, Omar Serraglio (PMDB) viveu momentos de “América” no rodeio, comemorando o aniversário da cidade de Rondon (PR). Organizado pelo prefeito Ailton Valotto, estava no centro da arena com várias autoridades, como o chefe de gabinete do ministro do Planejamento, Ênio Verri, quando um touro escapou do brete. A debandada na arena foi geral, com a multidão às gargalhadas. Na correria Serraglio ainda pôde ouvir ao longe:

- Pega ele, Zé Dirceu!

Disque-Hélio

Enfrentando o notório boêmio Hélio Garcia na disputa pelo governo de Minas, nos anos 90, o governo tucano lançou um “disque-pileque”. Era um telefone disponibilizado para quem, depois de entornar uns copos, não se sentisse em condições de dirigir. Um PM seria destacado para conduzir o carro até em casa. A vice tucana Dorothéa Werneck ironizou:

- Pronto. Já estão usando a máquina do Estado em favor do Hélio Garcia...

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